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19 outubro, 2011

Sais biliares a partir do Colesterol

Os sais biliares são formados, nas células hepáticas a partir do colesterol, e, no processo de secreção dos sais biliares, cerca de um décimo de colesterol também é secretado na bile. Isso equivale a um total de 1 a 2 g por dia. Não se conhece qualquer função específica para o colesterol presente na bile, e supõe-se que ele represente tão-somente um co-produto da formação e secreção dos sais biliares.

O colesterol é quase insolúvel na água pura, porém os sais biliares e a lecitina presentes na bile combinam-se fisicamente com o colestero para formar micelas ultramicroscópicas que são solúveis, como veremos mais detalhadamente no próximo capítulo. Quando a bile é concentrada na vesícula biliar, os sais biliares e a lecitina ficam concentrados juntamente com o colesterol, mantendo este último em solução. Todavia, em condições normais, o colesterol pode precipitar, com a consequente formação de cálculos biliares de colesterol, conforme ilustrado na Fig. abaixo.

As diferentes condições passíveis de produzir a precipitação do colesterol incluem:
(1) absorção excessiva de água da bile
(2) absorção excessiva de sais biliares e lecitina da bile
(3) secreção excessiva de colesterol na bile
(4) inflamação do epitélio da vesícula biliar. As duas últimas condições exigem explicação especial.


A quantidade de colesterol na bile é determinada, em parte, pela quantidade de gordura que a pessoa ingere, uma vez que as células hepáticas sintetizam o colesterol como um dos produtos do metabolismo da gordura no organismo. Por esta razão, as pessoas que adotam dieta rica em gorduras durante muitos anos estão propensas ao desenvolvimento de cálculos biliares.

A inflamação do epitélio vesicular resulta quase sempre de infecção crônica de baixo grau. Essa infecção modifica as características absortivas da mucosa da vesícula biliar, permitindo, algumas vezes, a absorção excessiva de água, de sais biliares e de outras substâncias necessárias para manter o colesterol em solução. Como consequência, o colesterol começa a precipitar, formando, em geral, numerosos cristais pequenos de colesterol sobre a superfície da mucosa inflamada ou sobre pequenas partículas precipitadas de bilirrubina.



Formação de cálculos biliares. (Clique para Ampliar).


Estas, por sua vez, atuam como ninhos para a precipitação adicional de colesterol, de modo que os cristais ficam cada vez maiores, Em certas ocasiões, formam-se números enormes de cálculos semelhantes a areia; todavia, com mais frequência, eles coalescem e formam alguns cálculos biliares volumosos ou até mesmo cálculo único que passa a ocupar toda a vesícula biliar.

Além disso, os íons cálcio, que costumam ser concentrados até cinco ou mais vezes na vesícula biliar, precipitam quase sempre nos cálculos biliares, tornando-os radiopaco, de modo que podem ser visualizados em radiografias do abdome. Terapia clínica para dissolver os cálculo biliares. Em muitos pacientes, os cálculos simples de colesterol podem ser dissolvidos no decorrer de 1 a 2 anos, fornecendo-se ao paciente 1 a 1,5 g de ácido quenodesoxicólico por dia. Trata-se de um dos ácidos biliares secretados naturalmente, e sua administração exógena contribui acentuadamente para a reserva êntero-hepática de ácidos biliares.

Isso provoca a dissolução e a reabsorção dos cálculos biliares da seguinte maneira:

(1)a maior quantidade de ácidos biliares aumenta o volume de bile formada e, por conseguinte, reduz a concentração de colesterol na bile;
(2) o aumento dos ácidos biliares na bile torna o colesterol presente mais solúvel;
(3) a administração exógena de ácidos biliares diminui a formação de ácidos biliares pelo fígado, o que reduz, ao mesmo tempo, a secreção de colesterol.


Fonte: Guyton

05 agosto, 2011

Temperatura Corporal




→ Controle Comportamental da Temperatura Corporal

Além dos mecanismos subconscientes para o controle da temperatura corporal, o corpo possui ainda outro mecanismo de controle da temperatura que é até mais evidente. Trata-se do controle comportamental da temperatura, que pode ser explicado da seguinte maneira:

Toda vez que a temperatura corporal interna fica muito alta, sinais provenientes das áreas cerebrais de controle da temperatura dão à pessoa a sensação psíquica de que está superaquecida. Inversamente, toda vez que o corpo fica muito frio, sinais oriundos da pele e, provavelmente, de outros receptores corporais profundos desencadeiam a sensação de desconforto por frio.

Dessa maneira, a pessoa pode fazer ajustes ambientais apropriados para restabelecer a sensação de conforto. Trata-se de um sistema de controle da temperatura corporal muito mais poderoso do que admitido no passado pela maioria dos fisiologistas. Com efeito, para os seres humanos, esse é o único mecanismo realmente efetivo para o controle
do calor corporal em meios extremamente frios.


→ Reflexos Locais da Temperatura Cutânea

Quando uma pessoa coloca um pé debaixo de uma lâmpada quente e aí o deixa por um curto período de tempo, ocorrem vasodilatação local e ligeira sudorese local. Por outro lado, ao colocar o pé em água fria, observa-se vasoconstrição e cessação da sudorese local.

Essas reações são causadas por efeitos locais da temperatura diretamente sobre os vasos sanguíneos e as glândulas sudoríparas, bem como por reflexos medulares locais conduzidos a partir dos receptores cutâneos para a medula espinhal e de volta para a mesma área cutânea.

Todavia, a intensidade desses efeitos locais é controlada pelo termostato central do cérebro, de modo que o efeito global é aproximadamente proporcional ao sinal de controle do calor hipotalâmico vezes o sinal local. Esses reflexos podem ajudar a evitar a troca excessiva de calor a partir de porções do corpo localmente esfriadas ou aquecidas. Regulação da temperatura corporal interna, após secção da medula espinhal.

Após secção da medula espinhal no pescoço, acima da cadeia simpática da medula, a regulação da temperatura corporal fica extremamente precária, visto que o hipotálamo pode não mais controlar o fluxo sanguíneo cutâneo ou o grau de sudorese em qualquer região do corpo. Isso ocorre a despeito da existência dos reflexos térmicos locais que se originam na pele, na medula espinhal e nos receptores intra-abdomminais. Infelizmente, esses reflexos não são poderosos.

Em pessoas com essa condição, a temperatura corporal deve ser regulada principalmente pela resposta psíquica do paciente a sensações frias e quentes na região da cabeça - isto é, por controle comportamental por roupas e do ambiente.


Fonte: Tratado de Fisiologia Médica - Guyton



09 novembro, 2009

Hormônios - Linda costanza

→ Classificação
Os hormônios são classificados em uma de três classes: peptídeos e proteínas, esteróides, ou aminas. Cada classe difere em sua via biossintética: hormônios peptídicos e proteínas são sintetizadas a partir de aminoácidos, hormônios esteróides são derivados do colesterol e os hormônios aminas são derivados da tirosina.Os hormônios aminas são catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina) e hormônios da tireóide. Os hormônios aminas são derivados do aminoácido tirosina.
Os hormônios esteróides são sintetizados e secretados pelo córtex adrenal, gônadas, o corpo lúteo e da placenta. Os hormônios esteróides são cortisol, aldosterona, estradiol e estriol, progesterona, testosterona e 1,25-dihidrocolecalciferol. Todos os hormônios esteróides são derivados do colesterol, que é modificado pela remoção ou adição de cadeias laterais, hidroxilação ou aromatização do núcleo esteróide. As vias de biossíntese dos hormônios da supra-renal e para 1,25-dihydroxycholecalciferol são discutidos neste capítulo.

→ Regulamento do hormônio de secreção

Para manter a homeostase, a secreção de hormônios deve ser ligado e desligado, conforme necessário. Ajustes nas taxas de secreção pode ser obtida por mecanismos neurais ou por mecanismos de feedback. Mecanismos neurais são ilustradas pela secreção de catecolaminas, onde sinapse nervos simpáticos pré-ganglionares na medula adrenal e, quando estimulados, causam a secreção de catecolaminas para a circulação. Mecanismos de feedback são mais comuns que os mecanismos neurais. O termo "feedback" significa que algum elemento da resposta fisiológica a um hormônio "realimenta", direta ou indiretamente, sobre a glândula endócrina que o hormônio secretado, mudando a sua taxa de secreção. Feedback pode ser negativo ou positivo. O feedback negativo é o mais importante e mecanismo comum para regular a secreção hormonal; feedback positivo é raro.

• Feedback negativo
Os princípios do feedback negativo a base da regulação homeostática de praticamente todos os sistemas do órgão. Por exemplo feedback negativo é discutido na regulação da pressão arterial em que pequenas mudanças na pressão sanguínea em volta, ou ativar mecanismos que permitam restabelecer a pressão arterial volta ao normal. Uma diminuição da pressão arterial é detectada por barorreceptores, que ativam mecanismos de coordenação que aumentam a pressão arterial. Como pressão arterial volta ao normal, uma perturbação não é mais sentida pelos barorreceptores, e os mecanismos ativado anteriormente será desligado. Quanto mais sensível o mecanismo de feedback, quanto menor a excursões de pressão arterial acima ou abaixo do normal.
• Feedback Positivo

O feedback positivo é incomum. Quando comparado com o feedback negativo, que é auto-limitada, o feedback positivo é auto-aumentar. Embora raro em sistemas biológicos, quando ocorre um feedback positivo, conduz a um evento explosivo.

Um exemplo incomum hormonal de feedback positivo é a abertura de sódio do nervo (Na +) de canais durante o movimento ascendente do potencial de ação. Despolarização abre tensão-Na + sensíveis canais de entrada e as causas Na + na célula, o que leva a uma maior despolarização e Na + mais entrada. Este processo de auto-reforço produz o movimento ascendente rápido, explosivo.

Em sistemas hormonais, o principal exemplo de feedback positivo é o efeito do estrogênio sobre a secreção do hormônio folículo estimulante (FSH) eo hormônio luteinizante (LH) pela hipófise anterior no ponto médio do ciclo menstrual. Durante a fase folicular do ciclo menstrual, os ovários secretam estrógeno, que age sobre a hipófise anterior para produzir uma explosão rápida de secreção de FSH e LH. FSH e LH tem dois efeitos sobre o ovário: a ovulação ea estimulação da secreção de estrogênio. Deste modo, o estrogênio segregado do ovário atua na hipófise anterior para provocar a secreção de FSH e LH, e esses hormônios da hipófise anterior causar mais secreção de estrogênio. Neste exemplo, o evento explosivo é a explosão de FSH e LH, que precede a ovulação.

Um segundo exemplo de feedback positivo hormonal é a oxitocina. A dilatação do colo do útero faz com que a hipófise posterior a secretar ocitocina. Por sua vez, a ocitocina estimula a contração uterina, o que provoca mais dilatação do colo do útero. Neste exemplo, o evento explosivo é o parto, o parto do feto.

→ Regulamento do hormônio de Receptores

A seção anterior descreve os mecanismos que regulam os níveis circulantes de hormônios, geralmente por feedback negativo. Embora os níveis circulantes de hormônio são importantes, não é o único fator determinante da resposta de um tecido alvo. Para responder, um tecido-alvo deve possuir receptores específicos que reconhecem o hormônio. Esses receptores são acoplados a mecanismos celulares que produzem a resposta fisiológica. (Os mecanismos de engate são discutidos na seção sobre mecanismos de ação hormonal.)

A resposta de um tecido alvo de um hormônio é expresso na relação dose-resposta em que a magnitude da resposta está correlacionada com a concentração de hormônio. Conforme aumenta a concentração de hormônio, a resposta geralmente aumenta e os níveis de fora. A sensibilidade é definida como a concentração de hormônio que produz 50% da resposta máxima. Se há mais hormônio é necessária para produzir 50% da resposta máxima, então, ocorre uma diminuição na sensibilidade do tecido-alvo. Se há menos hormônio é necessária um aumento na sensibilidade do tecido-alvo.

A resposta ou a sensibilidade de um tecido alvo pode ser alterado em uma de duas maneiras: alterando o número de receptores ou alterando a afinidade dos receptores para o hormônio. Quanto maior o número de receptores de um hormônio, maior é a resposta máxima. Quanto maior a afinidade do receptor para o hormônio, maior a probabilidade de uma resposta.

A mudança no número ou afinidade dos receptores é chamado baixa-alta-regulação. Baixa-regulação significa que o número de receptores ou a afinidade dos receptores para o hormônio tem diminuído. Alta-regulação significa que o número ou a afinidade dos receptores aumentou. Hormônios podem baixa-alta-regular em seus próprios receptores nos tecidos-alvo e ainda podem regular receptores para outros hormônios.

• Baixa Regulação
Baixa regulação é um mecanismo em que um hormônio diminui o número de afinidade dos seus receptores no tecido alvo. Baixa-regulação pode ocorrer através da diminuição da síntese de novos receptores, aumentando a degradação dos receptores existentes, ou através da inativação de receptores. O objetivo do baixa-regulação é reduzir a sensibilidade do tecido-alvo quando os níveis hormonais estão altos por um longo período de tempo. Conforme estabelece a regulação ocorre, a resposta à queda hormonal, embora os níveis de hormônio permanecem elevados.

Baixa-regulação pode se referir a um efeito sobre os receptores do hormônio de outros hormônios relacionados. Este tipo de baixo-regulação também é ilustrado pela progesterona. No útero, a progesterona baixo-regula seu próprio receptor e os receptores de estrogênio. Um segundo exemplo deste tipo de baixa-regulação é vista no sistema de tireóide: triiodotironina ou T3, diminui a sensibilidade do hormônio liberador da tireotrofina (TRH) receptores na hipófise anterior. O efeito geral é de que níveis cronicamente elevados de T3 reduzir a capacidade de resposta global do eixo hipotálamo-hipófise-tireóide.

• Alta-Regulação

Alta regulação dos receptores é um mecanismo em que um hormônio que aumenta o número ou afinidade de seus receptores. Alta regulação pode ocorrer através do aumento da síntese de novos receptores, diminuindo a degradação dos receptores existentes, ou ativando os receptores. Por exemplo, a prolactina aumenta o número de seus receptores na mama, hormônio do crescimento aumenta o número de seus receptores no músculo esquelético e fígado, e aumenta o estrogênio o número de seus receptores no útero.

O hormônio também pode-se regular os receptores para outros hormônios. Por exemplo, o estrogênio não apenas acima-regula seu próprio receptor no útero, mas também acima-regula os receptores de LH nos ovários.

→ Mecanismos de ação hormonal e segundos mensageiros

Ações da hormonal em células alvo começam quando o hormônio se liga a um receptor de membrana, formando um complexo hormônio-receptor. Em muitos sistemas hormonais, o complexo hormônio-receptor é acoplado a proteínas efetoras por guanosina trifosfato (GTP)-proteínas proteínas de ligação (G). As proteínas são enzimas efetoras normalmente, quer adenilato ciclase ou fosfolipase C. Quando as proteínas efetoras são ativadas, um segundo mensageiro, qualquer acampamento ou IP3 (inositol 1,4,5-trifosfato), é produzida, o que amplifica o sinal original hormonais e organiza as ações fisiológicas.

Os três principais mecanismos de ação do hormônio sobre as células-alvo são o mecanismo de adenilato ciclase, em que campo é o segundo mensageiro, o mecanismo de fosfolipase C, em que IP3/Ca2 + é o segundo mensageiro, eo mecanismo de hormônios esteróides. Além disso, a insulina e insulin-like growth factors (IGFs) atuam sobre as suas células-alvo através de um mecanismo de tirosina quinase. Finalmente, diversos hormônios ativam a guanilato ciclase, em que guanosina monofosfato cíclico GMP (cíclica ou GMPc) é o segundo mensageiro.

• Lobo Anterior - Hormônios

Seis principais hormônios são secretados pelo lobo anterior da hipófise: TSH, FSH, LH, ACTH, hormônio de crescimento e prolactina. Cada hormônio é secretado por um tipo de célula diferentes (com exceção de FSH e LH, que são secretados pelo mesmo tipo de célula). Os tipos de células são indicados pelo sufixo "pescada", significando nutritivo. Assim, o TSH é secretado pela tireotrofos (5%), FSH e LH pela gonadotrophs (15%), ACTH por Corticotrofos (15%), hormona de crescimento por somatotrofos (20%) e prolactina por lactotrophs (15%). (As porcentagens dão a representação de cada tipo de célula da glândula pituitária anterior.)

Cada um dos hormônios da hipófise anterior é um peptídeo ou polipeptídeo. Conforme descrito, a síntese de hormônios peptídicos inclui as seguintes etapas: transcrição do DNA para RNAm no núcleo, tradução de mRNA para um preprohormone sobre os ribossomos, e da modificação pós-preprohormone sobre o retículo endoplasmático e o complexo de Golgi para produzir a final hormonal. O hormônio é armazenado na membrana-limita grânulo secretory para posterior liberação. Quando a hipófise é estimulada por um hormônio liberador hipotalâmico ou uma inibição da liberação de hormônio (por exemplo, tireotrofos são estimulados pela secreção de TRH para TSH), há exocitose dos grânulos de secreção, o hormônio da hipófise anterior (por exemplo, TSH) entra capilar sangue e é emitido pela circulação sistêmica para o tecido-alvo (por exemplo, glândula tireóide).

Os hormônios do lobo anterior estão organizados em "famílias", de acordo com a homologia estrutural e funcional. TSH, FSH e LH são estruturalmente relacionadas e constituem uma família, ACTH é parte de uma segunda família, e hormônio do crescimento e prolactina constituem uma terceira família.

TSH, FSH, LH, ACTH e são discutidas brevemente nesta seção e no final do capítulo, no contexto de suas ações. (TSH é discutida no contexto da glândula tireóide. ACTH é discutida no contexto do córtex adrenal. FSH e LH são discutidos no capítulo 10 do sexo masculino e feminino com a fisiologia reprodutiva.)

→ FAMÍLIA TSH, FSH e LH

TSH, FSH e LH são glicoproteínas com moléculas de açúcar covalentemente ligados a asparagina resíduos em suas cadeias polipeptídicas. Cada hormônio é constituído por duas subunidades, α e β, que não são ligadas covalentemente; nenhuma das subunidades só é biologicamente ativo. As subunidades α do TSH, FSH e LH são idênticos e são sintetizados a partir do mesmo mRNA. As subunidades β para cada hormônio são diferentes e, portanto, conferem a especificidade biológica (embora as subunidades β têm um alto grau de homologia entre os diferentes hormônios). Durante o processo de biossíntese, o emparelhamento das subunidades α e β começa no retículo endoplasmático e continua no aparelho de Golgi. Nos grânulos de secreção, as moléculas emparelhados são reabertos em formas mais estável antes de secreção.

O hormônio da placenta gonadotrofina coriónica humana (hCG) é estruturalmente relacionada ao TSH-FSH-LH família. Assim, o HCG é uma glicoproteína com a cadeia α idênticos a sua própria cadeia β, o que confere sua especificidade biológica.


Fonte: Livro; Linda costanza - Physiology

19 outubro, 2009

L.E.R.

Lesões por Esforços Repetitivos, também conhecidas como L. T. C. (Lesões por Traumas Cumulativos) são inflamações dos tendões, músculos, nervos e ligamentos, de origem ocupacional, que acometem principalmente os membros superiores, pescoço e região escapular, geralmente curáveis, que causam dor, fadiga, perda de força muscular, inchaço, queda da performance no trabalho e incapacidade temporária.

Também pode ser conhecida como lesão por trauma cumulativo. Muitos estudiosos e instituições já preferem chamar as LER de DORT (doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho). As LER/DORT podem ser causadas por esforço repetitivo devido a má postura, stress ou trabalho excessivo, e certos esportes praticados intensivamente podem causar LER.

Causa mais frequente


Atividades no trabalho que exijam força excessiva com as mãos, posturas inadequadas e desfavoráveis às articulações, repetição de um mesmo padrão de movimento e compressão mecânica das estruturas dos membros superiores.


Alguns Cuidados Posturais


Sente-se sempre com o quadril no fundo do assento e relaxe o corpo. Tronco apoiado ao encosto e pés apoiados no chão (formando um ângulo de 90 (). Suporte para documento na frente do corpo, facilitando a leitura e evitando trabalhar com o pescoço dobrado. Aproxime a cadeira da mesa de trabalho, observando para que tronco e pescoço não fiquem curvados. Mantenha o material de trabalho disposto a facilitar o manuseio

Principais tipos de lesões por esforços repetitivos são:

• Síndrome do Túnel do Carpo
• Tendinites dos Extensores dos Dedos

• Tenossinovite dos Flexores dos Dedos

• Tenossinovite Estenosante ( Dedo em Gatilho)
• Epicondilite Lateral

• Doença de Quervain

Leia mais sobre as principais L.E.R

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Cartilha UFPR de exercícios benéficos a L.E.R.

Principais L.E.R.

→ Síndrome do Túnel do Carpo

Essa doença é uma forma bastante comum de LER, provocada pela compressão do nervo Mediano, que vem do braço e passa pelo punho, numa região chamada túnel do carpo. Esse nervo é o responsável pela movimentação do dedo polegar, além de promover a sensação nos dedos polegar, indicador e médio na parte da palma das mãos. Devido ao uso excessivo dos dedos e punhos, começa a haver uma inflamação e inchaço das estruturas que passam pelo túnel do carpo, resultando na compressão do nervo mediano. Como resultado, esse nervo passa a ficar mais "fraco", provocando a sensação de formigamento e amortecimento dos dedos das mãos, principalmente dos dedos polegar, indicador e médio. Às vezes, pode dar até a sensação de "choque" sentida nos dedos e indo em direção ao braço. Em geral, os sintomas pioram com o decorrer do dia, principalmente após um dia de trabalho. Alguns pacientes acordam no meio da noite com as mãos amortecidas. Essa doença é comum em mulheres de 30 a 50 anos, e acomete 3 vezes mais o sexo feminino do que o masculino. Normalmente, os sintomas estão presentes nas duas mãos, mas são notados primeiramente na mão dominante.

• Diagnóstico

Para se fazer o diagnóstico da doença é preciso colher os dados de dor nas mãos, a perda de sensibilidade nos dedos, ou formigamento ou mesmo adormecimento dos mesmos. Também é comum o paciente se queixar que não consegue segurar bem as coisas, principalmente fazer o movimento de pinçar. A relação com a profissão tem importância fundamental no diagnóstico. Ao exame físico, um exame de grande importância é a manobra de Phalen, em que se pede para o paciente colocar as mãos em flexão, ou seja, com os dedos voltados para baixo, e unir dorso contra dorso das mãos, durante um minuto. Os cotovelos devem ficar num ângulo de 90 graus e na mesma altura dos punhos. A presença de dor ou sintomas de formigamento ou adormecimento aponta fortemente para o diagnóstico de Síndrome do túnel do carpo. Outro teste é o chamado teste de Tinnel que consiste da compressão do nervo mediano no trajeto dele pelo túnel do carpo. A presença de dor indica a presença da síndrome do túnel do carpo. Caso seja necessário, poderá ser feito um teste para medir a condução do nervo mediano, para ver se está normal ou não. Os exames de raio-X das mãos são importantes para afastar as outras causas de dor nas mãos, como artrites, tumores ou fraturas ósseas.


Tratamento

O tratamento se baseia no uso de antinflamatórios, como o ibuprofeno, para aliviar a dor bem como a inflamação das estruturas envolvidas. Também o uso de munhequeiras ajuda a manter a articulação dos punhos fixa, aliviando assim a dor. O repouso é uma das melhores formas de tratamento e muitas vezes o paciente deve ficar alguns dias sem trabalhar as articulações para haver a diminuição completa da inflamação. Também pode ser administrada a vitamina B6 para melhorar as condições do nervo. Em casos mais severos, poderão ser utilizados corticóides injetados diretamente nas articulações afetadas. Nos casos em que há grande comprometimento do nervo mediano está indicada a cirurgia para a descompressão do mesmo. Essa cirurgia leva a uma melhora dos sintomas em 95% dos casos.

Prevenção

A medida mais importante é evitar usar as articulações durante muito tempo. Dê umas paradas no serviço para relaxar a musculatura das mãos e dedos. Outro fator importante é a posição em que você está trabalhando. Para aqueles que usam computadores ou máquinas de escrever, é muito importante a posição em que você está sentado. Os pés devem ficar paralelos ao chão, as pernas devem ficar flexionadas no joelho, sendo que a coxa forme um ângulo de 90 graus com as costas. A cadeira deve ser bem confortável e as costas devem estar apoiadas no encosto. Os braços devem ficar na mesma altura do teclado, sendo que as mãos ficam também no mesmo nível, não forçando assim os punhos. Coloque a tela do computador de modo que você fique a uma distância de 40 a 60 centímetros dela e sua visão direta forme um ângulo de 15 a 30 graus com a mesma.

→ Tendinites dos Extensores dos Dedos

Tendões são estruturas que se parecem com cordões extremamente fortes, responsáveis pela fixação dos músculos nos ossos. Toda vez que o músculo se contrai, os tendões se esticam, dando-se assim o movimento desejado. O termo tendinite significa uma inflamação dessas estruturas, em geral causada por excessivo uso daquela articulação envolvida. A tendinite pode ocorrer em qualquer articulação, mas é mais comum nos punhos, nos joelhos, ombros e cotovelos. Devido à inflamação, a pessoa irá apresentar dor quando movimentar as articulações em questão. No caso das mãos, possuimos um grupo de músculos que estendem os dedos e as mãos, e os respectivos tendões passam pela parte dorsal das mãos. Da mesma forma que para a síndrome do túnel do carpo, o uso excessivo e repetitivo de certa articulação irá provocar o inchaço das estruturas presentes nas costas das mãos, provocando dor ao movimento dos dedos e punhos.

Diagnóstico

Pode ser feito através da queixa do paciente que revela dor na parte dorsal da mão, principalmente após o uso excessivo daquelas articulações. O paciente pode se queixar de fraqueza nas mãos bem como sensação de queimação em vez de dor.

Tratamento

O tratamento indicado é o uso de antinflamatórios e repouso da articulação envolvida.

Prevenção

É preciso tomar cuidado com a posição em que se está sentado, observar a posição dos braços e mãos, principalmente para aqueles que trabalham com computadores e máquinas de escrever. Os punhos devem sempre ficar numa posição confortável, evitando que eles fiquem desalinhados com os braços e o teclado. Da mesma forma, pare o seu trabalho de tempos em tempos para relaxar a musculatura e os tendões.


→ Tenossinovite dos Flexores dos Dedos

Os tendões flexores dos dedos estão presentes na parte da palma das mãos. Esses tendões estão recobertos por uma bainha chamada sinovial, que faz com que a contração do músculo fique mais "macia". Quando ocorre a inflamação dessa bainha sinovial, usa-se o termo tenossinovite, no caso dos tendões que fazem a flexão dos dedos. Devido à inflamação da bainha, quando houver contração do músculo para movimentar os dedos, aparecerá o sintoma de dor local, e o movimento das mãos não será bem realizado.

Diagnóstico

O paciente irá se queixar dor e inflamação na parte interna da mão, principalmente quando fizer o movimento de flexão dos dedos (quando a pessoa fecha as mãos, por exemplo)

Tratamento

Da mesma forma, usa-se antinflamatórios para aliviar a dor e inflamação, bem como é indicado o repouso das articulações envolvidas.

→ Tenossinovite Estenosante (Dedo em Gatilho)

Nela envolve os tendões flexores dos dedos das mãos, que passam por túneis dentro dos dedos. Se houver a formação de um nódulo sobre o tendão ou ocorrer um inchaço na bainha que o cobre, ele então se tornará mais largo, ficando comprimido nos túneis por onde ele passa. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela irá sentir um estalo ou escutar um barulho na articulação envolvida, principalmente no meio dos dedos.

Diagnóstico

Pode ser feito através dos sintomas apresentados, bem como a referência de que a pessoa trabalha em serviços que requerem o uso da palma das mãos e o movimento de fechar os dedos, como carimbar e grampear, em movimentos repetitivos e por longos períodos.

Tratamento

O tratamento mais indicado para este problema é o uso de antinflamatórios e repouso das articulações.

Prevenção

Evitar o uso repetitivo das articulações, se possível usar um grampeador elétrico ou que ele seja acolchoado para evitar que a palma das mãos se force. A mesma coisa é válida para os carimbos. Também podem ser usadas luvas com gel para que amorteçam a batida contra a palma das mãos.

→ Epicondilite Lateral

Essa doença é conhecida como tennis elbow (cotovelo de tênis) e é causada pela inflamação das pequenas protuberâncias dos ossos do cotovelos, os chamados epicôndilos. Neste caso, os ossos envolvidos são os epicôndilos laterais, ou seja, da parte de fora do braço. Apesar do nome, poucos tenistas apresentam essa doença, sendo mais comum em pessoas que trabalham levantando peso, donas de casa, pessoas que fazem trabalhos manuais e que trabalham em escritórios. Alguns músculos que promovem a retificação do punho e dos dedos são presos pelos tendões no epicôndilo lateral do cotovelo. Quando houver um uso excessivo dessas estruturas, começará a se desenvolver uma inflamação das mesmas, iniciando os sintomas de dor.

Diagnóstico

O paciente pode se queixar de dor aguda quando roda o antebraço. Em geral, a pessoa vai notando que a dor vai aumentando gradativamente conforme o uso das articulações, como ao abrir latas, ou ao abrir as fechaduras das portas ou mesmo quando vai parafusar alguma coisa. As outras doenças que causam inflamação e inchaço das juntas, como artrite, etc...devem ser afastadas.

Tratamento

Em geral é feito com o repouso da articulação em questão e com o uso de antinflamatórios. São úteis também os exercícios de alongamento do antebraço e músculos das mãos. Poderá ser usado um suporte para o antebraço, para reduzir a pressão na área afetada. Em casos mais graves, podem ser injetados corticóides no local afetado. Caso não haja melhora, poderá ser indicada cirurgia para alívio dos sintomas.

→ Doença de Quervain

Essa doença decorre da inflamação dos tendões que passam pelo punho no lado do polegar. Se houver um uso excessivo dessa articulação, poderá ocorrer a inflamação desses tendões, dificultando o movimento do polegar e do punho, principalmente quando for pegar algum objeto ou rodar o punho. Em geral as pessoas que trabalham em escritório arquivando documentos, ou datilografando ou escrevendo a mão, em que há uso constante do polegar em direção ao dedo mínimo são as mais propensas a apresentar essa doença.

Diagnóstico

O paciente irá revelar dor na região do polegar e punho, principalmente se estiver relacionada com profissões acima relacionadas. A manobra de Filkestein é em geral positiva, em que se segura a mão do paciente na parte das costas e leva-se o polegar em direção ao dedo mínimo e faz-se a flexão do punho. O paciente irá apresentar dor na região do punho que poderá se irradiar para o braço.


Tratamento

O tratamento para a doença de Quervain consiste no uso de antinflamatórios e repouso da articulação envolvida.

Prevenção

Procure relaxar as mãos durante o trabalho. Alterne o uso do polegar direito com o esquerdo quando for digitar a barra de espaço do computador ou máquina de escrever. Sempre sente-se confortavelmente, com os punhos sempre no mesmo nível das teclas. Procure usar canetas e lápis que sejam bem confortáveis nas mãos, para não forçar o polegar. Se você trabalha com uma atividade que faça movimentos de pinçamento, use luvas de borracha e alterne as mãos.


Não se automedique, consulte seu Médico.

Dica Biomedicina3l:

Powerball; Eficaz no auxílio ao combate a LER