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01 novembro, 2010

Trombose

Edema e Embolia...

→ Condições Tromboembólicas no Ser Humano

• Definição

O trombo é um coágulo anormal que se desenvolve num vaso sanguíneo. Uma vez formado o coágulo, é provável que o fluxo contínuo de sangue que passa por ele acabe por deslocá-lo e esses coágulos que fluem livremente são conhecidos como êmbolos.

→ Embolo

Ocorre quando um trombo se solta e viaja pela corrente sanguínea até encontrar um vaso com calibre menor do que o próprio êmbolo, ficando preso e obstruindo a circulação do sangue. Quando um vaso é obstruído por um êmbolo, estamos diante de uma embolia. Um exemplo comum é a embolia pulmonar.

→ Edema

O edema é um acúmulo anormal de líquidos (inchaço) no espaço intersticial (espaço loca-lizado entre os vasos e as células dos tecidos). Os principais mecanismos causadores do edema são o aumento da pressão dentro dos vasos (pressão hidrostática) e a dimi- nuição da concentração de proteínas no sangue (pressão oncótica).

→ Tromboembolismo

É o rompimento do equilíbrio hemostático, que por fatores atuantes no local ou a distância, pode-se ter a formação de coágulo. Este trombo ou coágulo, formado no interior de um vaso, pode se deslocar no sistema vascular ocluindo um outro vaso distante de menor calibre, constituindo o fenômeno.

→ Frequência

• Apresenta maior morbidade e mortalidade do que a hemorragia.
• Ocorre mais em homem do que em mulher.
• Quase sempre, o trombo encontra-se superposto a uma lesão aterosclerótica, embora, mais raramente possam estar envolvidas outras formas de doença vascular, como vasculite aguda e lesão traumática. Quando estes trombos apresentam uma mistura mais rica em hemácias são denominadas de trombos vermelhos, de coagulação ou estase.

→ Formação

A formação de trombos pode ocorrer em qualquer local dentro do sistema cardiovascular. Apresentam dimensões e formato variáveis ditados por sua região de origem e pelas circunstancias que conduziram seu desenvolvimento (Robbins, 1996).

→ Fatores que favorecem o fenômeno

• Estase venosa
• Arterioesclerose
• Hipertensão
• Diabete
• Obesidade
• Uso crônico do fumo etc.
• Contribuem para a trombose também os fatores vascular, pla-quetário e os da coagulação.

→ Caminho do Trombo

• Propagação: o trombo pode propagar-se e terminar por levar à obstrução de algum vaso fundamental;
• Embolização: os trombos podem deslocar-se até regiões distais da árvore vascular.
• Organização e Recanalização: os trombos podem induzir inflamação e fibrose(organização) e terminar por serem recanalizados.


A tromboembolia está acompanhada, além de quadros de hemorragia (H), de congestão de arteríolas e vênulas (setas), devido às alterações de pressão e distribuição sanguínea que o êmbolos provocam.


Tromboembolia pulmonar. Vemos nesse corte a presença de coágulo (composto predominan- temente por hemáceas) próximo, mas não aderido, à parede vascular (P);
Esse coágulo é originário de algum trombo que se desprendeu da parede vascular, originando um êmbolo, visível nesse corte (E). Devido à fragilidade do tecido pulmonar, nesses quadros de tromboembolia é comum se visualizar o extravasamento de hemáceas (Hemorragia - H), decorrente do rompimento da parede vascular devido à agressão provocada pelos êmbolos.


→ Causas das Condições Tromboembólicas

Existem duas causas:

• Em primeiro lugar, qualquer superfície endotelial áspera de um vaso como a que pode ser causada por arteriosclerose, infecção ou traumatismo é capaz de iniciar o processo da coagulação.
• Em segundo lugar, o sangue quase sempre coagula quando flui muito lentamente pelos vasos sanguíneos, devido à formação contínua de pequenas quantidades de trombina e outros pró-coagulantes.

→ Trombo em vasos Nervosos e Arteriais

• Nervoso:

Quando ocorre a estase venosa, com diminuição da velocidade sanguínea facilitando a interação de fatores sanguíneos na parede venosa alterada

• Arterial:

Impede que as células sejam oxigenadas pelo sangue arterial, provocando a morte tecidual (necrose).

Como podem ver na imagem acima, esse é um exemplo de trombose, onde vai ocorrendo a obstrução do vaso até ser totalmente obstruído e causando o trombo

→ Remoção Natural

São removidas do sangue pelo sistema de macrófagos, principalmente pelas células de Kupffer (fagocitam células estranhas no sangue) do fígado. Se o sangue estiver fluindo de modo muito lento, as concentrações dos pró-coagulantes em determi -nados locais elevam-se quase sempre o suficiente para iniciar a coagulação; entretanto, quando o sangue fluir rapidamente, esses pró-coagulantes são logo misturados com grandes quantidades de sangue e removidos durante sua passagem pelo fígado.

→ Diagnóstico Laboratorial

• Hemograma: para detectar elevação no hematócrito, leucocitoses, plaquetoses, aumento no fibrinogênio e globulinas.
• VHS: elevações das concentrações fibrinogênio e globulinas aceleram a VHS.
• Tempo de protrombina: Avalia as vias extrínseca e comum da coagulação.
• Tempo de tromboplastina parcial ativado: Avalia as vias intrínseca e comum da coagulação

→ Remoção através de Medicamentos ou tratamento Cirúrgico

• Se a trombose é superficial, recomenda-se cuidados especiais, tais como aplicação de calor na área afetada, elevação das pernas e uso de anti-inflamatórios não esteróides por um período de uma a duas semanas. Deve-se retornar ao especialista, a fim de avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico.
• Na TVP(Trombose Venosa Profunda) pode ser necessário internar o paciente durante os primeiros dias, a fim de fazer uso de anticoagulantes injetáveis (Heparinas).


Bibliografia

Fisiologia Médica – Guyton
Entidades patológicas USP (Imagens)
Trombose.med.br



30 agosto, 2010

Quelóide

Post dedicado à aquela pessoa que sempre quis um piercing e quando tem a coragem de furar acontece aquele coisa maravilhosa que você se arrepende, o famoso 'quelóide'. Acredito que isso ocorre com uma grande quantidade de pessoas. Deve estar pensando o motivo pelo qual eu criei o post. É, também tive esse presente divino do transversal. Irei esclarecer algumas coisas dele.

Começamos com a pergunta, o que é quelóide ?

Quelóide é conhecida por parte patológica como uma cicatrização hipertrófica, ou seja, super crescimento celular (hiperplasia), digamos que popularmente uma bola que cresce sobre a lesão(furo) na pele.

Como ela ocorre ?

Nosso foco é o piercing, mas ocorre também através de traumas, cirurgias, úlceras de pressão, vacinas, acne, etcs.

Tá em dúvida se a tal 'bolinha' que cresceu na região perfurada é um quelóide ? Veja então uma parecida com a sua.






Gostou delas? Embora não seja muito agradável essa é a realidade.


Tratamento para quelóide ?

Cada caso é um tipo, dos mais básicos como primeira e segunda imagem eu aconselho passar uma pomada (Diprogenta) por experiência própria mesma, a cada 6 horas ou 3 a 4 vezes por dia, apenas uma dica, lembre-se disso.

Mas também casos mais críticos, deve-se consultar um dermatologista! Não espere aquela bolinha que você acha que é apenas uma reação pelo furo, viu um 'corpo estranho' se formando? corra atrás, veja algo para tratamento rápido, não espere ficar pior.

Injeções de cortisona (Corticóide Intralesional) - As injeções são o tipo mais indicado de tratamento para quelóides pequenos ou que estão no início do desenvolvimento

Cirurgia convencional (retirada cirúrgica) - Incisões intralesionais preservando suas bordas. Esta técnica apresenta resultados melhores e é a mais indicada em casos de quelóides de tamanhos que comprometem a estética e causam constrangimento.

Criocirurgia - Esta técnica consiste em congelar a lesão com nitrogênio líquido para reduzir o quelóide tornando-o mais liso e com menos relevo, mas pode causar o clareamento da pele no local onde for aplicado o nitrogênio. O ciclo do tratamento varia de 20 a 30 dias, conforme a lesão.

Laserterapia - Muito eficaz no clareamento e diminuição do Quelóide.

Compressão - Compressão direta sobre o quelóide tornando-o menos endurecido.

Radioterapia - Não é o tratamento ideal, pois a radiação aumenta o risco de câncer, a radiação é recomendada apenas quando o indivíduo apresenta tendência a desenvolver quelóides e necessita de uma cirurgia, nesse caso a aplicação de radiação no local onde houve a necessidade de realizar cortes pode reduzir o risco de surgirem Quelóides.


Apesar de ser muito feio esse tipo de alteração celular, na lâmina eu particularmente acho muito linda *-*


Pequeno aumento. Pele normal

Pequeno aumento. Derme com aumento da matriz conjuntiva.

Médio aumento. Observar a presença de feixes colagênicos espessos.

Grande aumento.




11 agosto, 2010

Neoplasia

No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia, a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado, enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas, na prática, de "tumores". A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição, pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. Com a evolução do conhecimento, modifica-se a definição. A mais aceita atualmente é: "Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (Pérez-Tamayo, 1987; Robbins, 1984).

→ Classificação

Várias classificações foram propostas para as neoplasias. A mais utilizada leva em consideração dois aspectos básicos: o comportamento biológico e a histogênese.

→ Comportamento Biológico

De acordo com o comportamento biológico os tumores podem ser agrupados em três tipos: benignos, limítrofes ou "bordeline", e malignos. Um dos pontos mais importantes no estudo das neoplasias é estabelecer os critérios de diferenciação entre cada uma destas lesões, o que, algumas vezes, torna-se difícil. Estes critérios serão discutidos a seguir e são, na grande maioria dos casos, morfológicos:

• Cápsula

Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo determinando a compressão dos tecidos vizinhos, o que leva a formação de uma pseudocápsula fibrosa. Já nos casos dos tumores malignos, o crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo não permite a formação desta pseudocápsula; mesmo que ela se encontre presente, não deve ser equivocadamente considerada como tal, e sim como tecido maligno.

• Crescimento

Todas as estruturas orgânicas apresentam um parênquima, representado pelas células em atividade metabólica ou duplicação, e um estroma, representado pelo tecido conjuntivo vascularizado, cujo objetivo é dar sustentação e nutrição ao parênquima. Os tumores também têm estas estruturas, sendo que os benignos, por exibirem crescimento lento, possuem estroma e uma rede vascular adequada, por isso que raramente apresentam necrose e hemorragia. No caso dos tumores malignos, observa-se que, pela rapidez e desorganização do crescimento, pela capacidade infiltrativa e pelo alto índice de duplicação celular, eles apresentam uma desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. Isto acarreta áreas de necrose ou hemorragia, de grau variável com a velocidade do crescimento e a "idade" tumorais.

• Morfologia

O parênquima tumoral exibe um grau variado de células. As dos tumores benignos, que são semelhantes e reproduzem o aspecto das células do tecido que lhes deu origem, são denominadas bem diferenciadas. As células dos tumores malignos perderam estas características, têm graus variados de diferenciação e, portanto, guardam pouca semelhança com as células que as originaram e são denominadas pouco diferenciadas. Quando estudam-se suas características ao microscópio, vêem-se células com alterações de membrana, citoplasma irregular e núcleos com variações da forma, tamanho e cromatismo.

• Mitose

O número de mitoses expressa a atividade da divisão celular. Isto significa dizer que, quanto maior a atividade proliferativa de um tecido, maior será o número de mitoses verificadas. No caso dos tumores, o número de mitoses está inversamente relacionado com o grau de diferenciação. Quanto mais diferenciado for o tumor, menor será o número de mitoses observadas e menor a agressividade do mesmo. Nos tumores benignos, as mitoses são raras e têm aspecto típico, enquanto que, nas neoplasias malignas, elas são em maior número e atípicas.

• Antigenicidade

As células dos tumores benignos, por serem bem diferenciadas, não apresentam a capacidade de produzir antígenos. Já as células malignas, pouco diferenciadas, têm esta propriedade, o que permite o diagnóstico e o diagnóstico precoce de alguns tipos de câncer.

• Metástase

As duas propriedades principais das neoplasias malignas são: a capacidade invasivo-destrutiva local e a produção de metástases. Por definição, a metástase constitui o crescimento neoplásico à distância, sem continuidade e sem dependência do foco primário.

Resumo

Características Diferenciais dos Tumores
















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→ Nomenclatura


• Regra Geral

A designação dos tumores baseia-se na sua histogênese e histopatologia. Para os tumores benignos, a regra é acrescentar o sufixo "oma" (tumor) ao termo que designa o tecido que os originou.

Exemplos:
tumor benigno do tecido cartilaginoso – condroma;
tumor benigno do tecido gorduroso – lipoma;
tumor benigno do tecido glandular – adenoma.

Quanto aos tumores malignos, é necessário considerar a origem embrionária dos tecidos de que deriva o tumor. Quando sua origem for dos tecidos de revestimento externo e interno, os tumores são denominados carcinomas. Quando o epitélio de origem for glandular, passam a ser chamados de adenocarcinomas. Já os tumores malignos originários dos tecidos conjuntivos ou mesenquimais será feito o acréscimo de "sarcoma" ao vocábulo que corresponde ao tecido. Por sua vez, os tumores de origem nas células blásticas, que ocorrem mais frequentemente na infância, têm o sufixo "blastoma" acrescentado ao vocábulo que corresponde ao tecido original.

Exemplos:

Carcinoma basocelular de face – tumor maligno da pele;
Adenocarcinoma de ovário – tumor maligno do epitélio do ovário;
Condrossarcoma - tumor maligno do tecido cartilaginoso;
Lipossarcoma - tumor maligno do tecido gorduroso;
Leiomiossarcoma - tumor maligno do tecido muscular liso;
Hepatoblastoma - tumor maligno do tecido hepático jovem;
Nefroblastoma - tumor maligno do tecido renal jovem.




23 abril, 2010

Hiperplasia

O termo hiperplasia é usado quando se quer mencionar o aumento do número de célula num órgão ou num tecido. A hiperplasia ocorre se a população celular for capaz de sintetizar DNA permitindo, que ocorra a mitose. Devido ao envelhecimento as células vão perdendo a capacidade de sofrer mitose pois não podem mais duplicar seu DNA devido a falta de telômeros dentro do núcleo celular, pois essa substância vai se perdendo a medida que a célula se multiplica durante toda a vida, por este motivo as pessoas idosas não possuem um corpo atlético, pois suas células já estão envelhecidas.

A HPB (hiperplasia da próstata benigna) é uma das doenças mais comuns no homem idoso, e quando associada aos sintomas do trato urinário inferior (STUI) tem importante impacto na qualidade de vida, por interferir diretamente nas atividades diárias e no padrão do sono. Estes sintomas são classificados em obstrutivos (Jato fraco) e irritativos (Dor suprapúbica).

Os três principais aspectos que determinam o quadro clínico dos pacientes com HPB são: sintomatologia, crescimento prostático e obstrução infravesical. Sua relação é variável de um paciente para outro. Alguns homens experimentam sintomas do trato urinário inferior, mesmo na ausência de crescimento
prostático. Da mesma forma, pacientes com significativo aumento do volume prostático podem ser assintomáticos ou apresentar sintomatologia leve, sem impacto em sua qualidade de vida. Para a avaliação inicial de todos os pacientes que apresentam sintomas do trato urinário inferior, potencialmente relacionadas
à HPB, deve-se coletar uma história clínica, procurando identificar morbidades agregadas que possam promover anormalidades no esvaziamento vesical.


Veja a imagem por microscopia de Hiperplasia


Aterosclerose

Aterosclerose é a causa mais comum de trombose de importância clínica, sendo responsável pelo infarto do miocárdio e grande parte dos infartos cerebrais, entre outros. O mecanismo pelo qual a aterosclerose causa trombose é através de lesão do endotélio vascular, o que propicia agregação de plaquetas sobre o colágeno subendotelial (um dos elementos da tríade de Virchow).

A aterosclerose é o espessamento da camada íntima de uma artéria. Esta camada normalmente se restringe ao endotélio, sendo portanto finíssima. Porém, na aterosclerose, a íntima pode ficar mais espessa que a própria camada média. O espessamento consiste de tecido fibroso denso e geralmente contém fibras musculares lisas. Leva a redução variável do diâmetro da luz, até obliteração. O espessamento pode ser difuso ou localizado, formando placas. Estas são chamadas placas de aterosclerose, placas ateromatosas ou ateromas. Na íntima espessada e nas placas é comum a deposição de lípides, inclusive cristais de colesterol.

Os lípides têm cor amarela e consistência mole, por isso o centro da placa frequentemente tem aspecto de papa, que origina o nome da lesão (atheros = papa em grego). Também é comum calcificação, que no corte aparece como material amorfo de cor roxa. Se a calcificação for extensa, dá consistência quebradiça à artéria, lembrando casca de ovo.



Veja a imagem por microscopia de Aterosclerose



06 abril, 2010

Trombo

Trombose é o processo patológico caracterizado pela solidificação do sangue dentro dos vasos ou do coração, no individuo vivo. Trombo é a massa sólida formada pela coagulação do sangue. Coágulo, por outro lao, significa massa não estruturada de sangue fora dos vasos ou do coração (p. ex. sangramento dentro da cavidade peritoneal) ou formada por coágulos após a morte.

O processo desencadeador resultante na trombose é denominado trombo. A trombose resulta da ativação patológica do processo normal da coagulação sanguínea, que pode ocorrer quando existe: lesão endotelial, fator este que sozinho pode iniciar a trombose; alteração do fluxo sanguíneo; hipercoagulabilidade do sangue. A integridade do revestimento vascular pelas células endoteliais é essencial para a manutenção da fluidez do sangue. Diante de uma lesão vascular ocorre a perda do revestimento endotelial, permitindo o contato direto do sangue com o conjuntivo subendotelial (ativação da via intrínseca), adesão e agregação plaquetária e redução dos fatores anticoagulantes.

O aumento na intensidade de ação desse sistema, aliado à diminuição da velocidade sanguínea (estase venosa), induz a formação do trombo que, ao mesmo tempo em que exerce sua função selante, impede também o bom funcionamento dos vasos e da circulação sanguínea, tal a sua grande proporção. Daí o nome trombose, indicativo de uma formação anormal do trombo no vaso.

A formação de trombos pode ocorrer em qualquer local dentro do sistema cardiovascular. Apresentam dimensões e formato variáveis ditados por sua região de origem e pelas circunstancias que conduziram seu desenvolvimento (Robbins, 1996).

Quase sempre, o trombo encontra-se superposto a uma lesão aterosclerótica, embora, mais raramente possam estar envolvidas outras formas de doença vascular, como vasculite aguda e lesão traumática. Quando estes trombos apresentam uma mistura mais rica em hemácias são denominadas de trombos vermelhos, de coagulação ou estase.

No decorrer do processo, o trombo pode se desenvolver e criar estrutura. O caminho que o trombo pode seguir consiste em:

• Propagação: o trombo pode propagar-se e terminar por levar à obstrução de algum vaso fundamental;
• Embolização: os trombos podem deslocar-se até regiões distais da árvore vascular.
• Organização e Recanlização: os trombos podem induzir inflamação e fibrose(organização) e terminar por serem recanalizados.



Veja a imagem por microscopia de Trombose




Endometriose

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação.
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis.

Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. As dores podem ocorrer antes ou durante o período mestrual. Ela surge de repente, trazendo transtorno físico, psiquiquico e social para a paciente. Aproximadamente 20% das mulheres tem apenas dor, 60% tem dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade. A dor da endometriose pode ser cólica mestrual intensa, dor abdominal à relação sexual, dor no intestino na época das menstruações ou uma mistura desses sintomas. O melhor diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clínica (conversa com o ginecologista, história clínica), ultra-som endovaginal especializado, exame ginecológico, e marcadores, exames de laboratório. Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. Os especialistas concordam que o exame ginecológico é a melhor maneira de diagnóstico de suspeita da endometriose e que os exames de imagem devem ser feitos de acordo com o que existe de melhor no local.

A certeza, porém, só pode ser dada através do exame anatomopatológico da lesão, ou biópsia. Esta pode ser feita através de cirurgia, laparotomia, ou, preferível, laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade abdominal através de instrumentos de ótica e/ou vídeo bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome. É um procedimento cirúrgico realizado geralmente com anestesia geral. No entanto, hoje, com evidências clínicas suficientes, os médicos podem instalar tratamentos mesmo sem a laparoscopia.


Veja a imagem por microscopia de Endometriose



02 março, 2010

Orquite auto-imune

Orquite auto-imune: Introdução

Inflamação dos testículos causada por doenças auto-imunes (doença auto-imune é uma anomalia do sistema imunológico que faz com que ele próprio ataque). Na causa da orquite auto-imune, o corpo do próprio sistema imunitário ataca e danifica os testículos. A condição pode causar infertilidade. Freqüentemente se produz como complicação de uma infecção do trato urinário ou sexual. As pessoas podem sentir dor, inchaço e coloração avermelhada do escroto.

Orquite Granulomatosa (auto-imune)

A orquite granulomatosa não tuberculosa é uma causa rara de aumento unilateral do testículo entre os homens de meia idade. Com freqüência, este aumento de tamanho do testículo desenvolve-se alguns meses após traumatismo. Histologicamente, esta orquite é caracterizada por granulomas, que são encontrados tanto nos túbulos seminíferos como no tecido conjuntivo intertubular.

Epididimite e/ou orquite

Em adolescentes e jovens adultos está freqüentemente relacionada à atividade sexual e não apresenta infecção do trato urinário. Em meninos na pré-puberdade, entretanto, a epididimite está quase sempre relacionada com anomalias do trato urinário. Qualquer episódio de epididimite e infecção do trato urinário deve ser investigado com ultra-som vesical/renal e uretrocistografia miccional para descartar a possibilidade de problemas estruturais.


A orquite pode ser consequência de traumatismos ocorridos em jogos de futebol, batidas no selim da bicicleta ou da motocicleta, chutes e socos em brigas, sendo que nestas situações são processos inflamatórios.

Orquite pode ser de origem viral ou bacteriana. Para ambos os casos, a dor se desenvolve de forma subaguda, acompanhada de edema e eritema escrotal, massa palpável amolecida, podendo também ocorrer febre, disúria e polaciúria.
A mais comum é a de origem viral, sendo que a maioria é por caxumba, que é mais frequente durante a infância. As uroculturas serão negativas.

Os casos infecciosos são de origem bacteriana, a infecção ocorre por via uretral retrógrada, passando pelo deferente até chegar no epidídimo e/ou testículo. Na maioria das vezes tem-se epididimite isolada, mas a associação com orquite não é rara. Os principais agentes são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae, e o acometimento ocorre com maior frequência entre o final da adolescência e adultos jovens que já iniciaram vida sexual, quando se tem maior chance de infecções sexualmente transmissíveis. As uroculturas podem ser positivas.

Todos os quadros de orquite precisam ser bem analisados para saber a causa. O tratamento depende do agente que causou o problema, que em geral é doloroso, com aumento do volume do testículo, e da bolsa escrotal.

Sintomas:

Os sinais clínicos são aumento de temperatura, sensibilidade à palpação e edema (inchaço) na fase aguda. Podem também ser notadas aderências com estruturas anexas e alteração da forma e consistência. O aumento de temperatura e a congestão, interferem na circulação, levando à isquemia (falta de sangue e consequentemente, oxigenação dos testículos), levando a degeneração testicular. A degeneração ocorre rapidamente porém, a recuperação, quando ocorre, é bastante lenta.

Diagnóstico:

Aumento do volume do escroto com hiperemia local (vermelhidão da pele do saco), dor à mobilização do testículo, inclusive perturbando a deambulação do paciente - possibilitam o diagnóstico. Além disso:

• Exame comum de urina
•Urocultura
•Testes para gonorréia e clamídia
•Leucograma
•Ecografia escrotal com Doppler colorido (ecografia com som e cor; Doppler: Mostra aumento do fluxo ao redor da área hipoecogênica e ausência de vasos em seu interior).

A orquite, que também altera a consistência, pode provocar aderências, com evolução diferente das outras patologias testiculares. O espermograma é mais eficiente que a palpação para se obter o diagnóstico mais preciso; nas orquites iremos encontrar células de processo inflamatório.

Tratamento:

O tratamento inclui terapia antibiótica empírica até conhecer-se os resultados da cultura urinária. Se a cultura for negativa, o mais provável é que os sintomas se devam à epididimite não bacteriana causada por refluxo urinário. Repouso e elevação escrotal são frequentemente úteis.
Os AINEs (Anti-inflamatórios não esteróides ) e os analgésicos podem ser usados para aliviar os sintomas. Do mesmo modo que na torção apendicular a dor e a tumefação, geralmente, se resolvem em uma semana. A resolução do endurecimento epididimário pode levar diversas semanas.

Se o problema for tratado rapidamente o quadro pode ser revertido em uma semana, mas o aumento do volume do testículo pode demorar até 30 dias para voltar ao normal.
É importante ter o acompanhamento de um urologista para que o problema seja bem controlado, pois existe a possibilidade de uma supuração com necrose testicular, causando assim a necessidade de extrair o testículo afetado.

Nos casos de orquite por caxumba, o controle junto a um médico é imprescindível, já que o problema pode afetar a capacidade dos testículos de produzir espermatozóides, chegando a causar a esterilidade.

O acompanhamento por um médico especializado é extremamente importante, pois alguns tumores malignos dos testículos podem dar os mesmo sintomas que uma orquite, só que indolores, e o quanto antes for feito o diagnóstico, melhores são as chances de cura.

CID (Classificação Internacional das Doenças) de orquite:

CID 10 - N45 - Orquite e epididimite.
CID 10 - N45.9 - Orquite, epididimite e epidídimo-orquite, sem menção de abscesso.




10 fevereiro, 2010

Introdução a Patologia

• Estudo das causas estruturais e funcionais das doenças humanas
- Causas – Etiologia
- Mecanismos de seu desenvolvimento – Patogenia
- Alterações estruturais induzidas células e tecidos – Alterações morfológicas

• Medicina x Patologia - DOENÇA
- Prevenir, minorar ou curar os sofrimentos produzido pelas doenças
- Causas, mecanismos, as sedes e alterações morfológicas e funcionais das doenças

→ Saúde e Doença

Saúde: estado de adaptação do organismo ao ambiente físico, psíquico ou social, no qual o indivíduo sen
te-se bem (saúde subjetiva) e não apresenta alterações orgânicas evidentes (saúde objetiva)


Doença: estado de falta de adaptação, no qual o indivíduo sente-se mal (sintomas) e apresenta alterações orgânicas evidenciáveis (sinais)


→ Objetivo

Diferenciar os limites entre saúde e doença. Identificar os agentes agressores, seus respectivos mecanismos de ação e reações teciduais sejam elas adaptativas, reversíveis ou irreversíveis. Anatomia patológica é um ramo da patologia que lida com o diagnóstico das doenças baseado no exame macroscópico de peças cirúrgicas e microscópicos para o exame de células e tecidos.

→ Patologia

Pathos = doença, sofrimento; Logos= estudo

• Ciência que estuda as causas das doenças, os mecanismos que as produzem, os locais onde ocorrem e as alterações morfológicas e funcionais que apresentam.
• Fornece as bases para o entendimento de elementos essenciais
- Manifestações clínicas
- Diagnóstico
- Evolução

Divisões em Patologia

→ Patologia Geral:

• Estuda os aspectos comuns às diferentes doenças no que se refere às suas causas, mecanismos patogenéticos, lesões estruturais e alterações da função. Aspectos morfológicos, bioquímicos e fisiológicos das células e tecidos.
Exemplo:
- Hipertrofia
- Hiperplasia
- Atrofia
- Metaplasia
- A formação de uma inflamação
- O processo de cicatrização
- Os processos de lesão celular, necrose e apoptose

→ Patologia Especial ou Sistêmica:

• Estuda as doenças em um determinado órgão ou sistema ou estuda as doenças agrupadas por uma mesma causa.
Exemplo:
- Patologia do sistema respiratório,
- Patologia da cavidade oral
- Patologia das doenças produzidas por fungos,
- Patologia das doenças causadas por radiações.

→ Aspectos Estudados em patologia

○ Etiologia (estudo das causas)
○ Patogênese (estudo dos mecanismo)
○ Anatomia Patológica (Estudo das alterações morfológicas dos tecidos)
○ Fisiopatologia (estudo das alterações funcionais dos órgãos e sistemas afetados)

→ Etiologia

É o estudo das possíveis causas da doença.


→ Classificação dos Fatores Etiológicos:

• Fatores Intrínsecos ou genéticos :
Os portadores herdam genes alterados que se manifestam e causam doenças

• Fatores Extrínsecos ou Adquiridos
Agentes infecciosos, nutricionais, químicos, físicos etc....

• Fatores Intrínsecos + Extrínsecos:
Muitas doenças são conseqüências de fator genético + ação ambiental(fatores externos). Ex: Câncer


→ Patogênese: Estudo do mecanismo de ação das doenças, ou seja, os mecanismos de desenvolvimento da doença.

→ Fisiopatologia (Significado clínico): São as conseqüências finais e funcionais das alterações.

• Alterações Morfológicas
Caracterizam as lesões observadas macro ou microscopicamente.

• Alterações Moleculares
Podem ser determinadas por métodos bioquímicos e de biologia molecular.

• Alterações Funcionais
Manifestam-se por modificações da função de células, tecidos, órgão ou sistemas que representam os fenômenos fisiopatológicos.


Os Biomédicos com habilitação em Patologia (Análises Clínicas) e em Biologia Molecular são aptos e autorizados a atuar na área de Biologia Molecular, a saber: coleta, análise, interpretação, emissão e assinatura de laudos e de pareceres técnicos, inclusive a investigação de paternidade por DNA.




19 outubro, 2009

Principais L.E.R.

→ Síndrome do Túnel do Carpo

Essa doença é uma forma bastante comum de LER, provocada pela compressão do nervo Mediano, que vem do braço e passa pelo punho, numa região chamada túnel do carpo. Esse nervo é o responsável pela movimentação do dedo polegar, além de promover a sensação nos dedos polegar, indicador e médio na parte da palma das mãos. Devido ao uso excessivo dos dedos e punhos, começa a haver uma inflamação e inchaço das estruturas que passam pelo túnel do carpo, resultando na compressão do nervo mediano. Como resultado, esse nervo passa a ficar mais "fraco", provocando a sensação de formigamento e amortecimento dos dedos das mãos, principalmente dos dedos polegar, indicador e médio. Às vezes, pode dar até a sensação de "choque" sentida nos dedos e indo em direção ao braço. Em geral, os sintomas pioram com o decorrer do dia, principalmente após um dia de trabalho. Alguns pacientes acordam no meio da noite com as mãos amortecidas. Essa doença é comum em mulheres de 30 a 50 anos, e acomete 3 vezes mais o sexo feminino do que o masculino. Normalmente, os sintomas estão presentes nas duas mãos, mas são notados primeiramente na mão dominante.

• Diagnóstico

Para se fazer o diagnóstico da doença é preciso colher os dados de dor nas mãos, a perda de sensibilidade nos dedos, ou formigamento ou mesmo adormecimento dos mesmos. Também é comum o paciente se queixar que não consegue segurar bem as coisas, principalmente fazer o movimento de pinçar. A relação com a profissão tem importância fundamental no diagnóstico. Ao exame físico, um exame de grande importância é a manobra de Phalen, em que se pede para o paciente colocar as mãos em flexão, ou seja, com os dedos voltados para baixo, e unir dorso contra dorso das mãos, durante um minuto. Os cotovelos devem ficar num ângulo de 90 graus e na mesma altura dos punhos. A presença de dor ou sintomas de formigamento ou adormecimento aponta fortemente para o diagnóstico de Síndrome do túnel do carpo. Outro teste é o chamado teste de Tinnel que consiste da compressão do nervo mediano no trajeto dele pelo túnel do carpo. A presença de dor indica a presença da síndrome do túnel do carpo. Caso seja necessário, poderá ser feito um teste para medir a condução do nervo mediano, para ver se está normal ou não. Os exames de raio-X das mãos são importantes para afastar as outras causas de dor nas mãos, como artrites, tumores ou fraturas ósseas.


Tratamento

O tratamento se baseia no uso de antinflamatórios, como o ibuprofeno, para aliviar a dor bem como a inflamação das estruturas envolvidas. Também o uso de munhequeiras ajuda a manter a articulação dos punhos fixa, aliviando assim a dor. O repouso é uma das melhores formas de tratamento e muitas vezes o paciente deve ficar alguns dias sem trabalhar as articulações para haver a diminuição completa da inflamação. Também pode ser administrada a vitamina B6 para melhorar as condições do nervo. Em casos mais severos, poderão ser utilizados corticóides injetados diretamente nas articulações afetadas. Nos casos em que há grande comprometimento do nervo mediano está indicada a cirurgia para a descompressão do mesmo. Essa cirurgia leva a uma melhora dos sintomas em 95% dos casos.

Prevenção

A medida mais importante é evitar usar as articulações durante muito tempo. Dê umas paradas no serviço para relaxar a musculatura das mãos e dedos. Outro fator importante é a posição em que você está trabalhando. Para aqueles que usam computadores ou máquinas de escrever, é muito importante a posição em que você está sentado. Os pés devem ficar paralelos ao chão, as pernas devem ficar flexionadas no joelho, sendo que a coxa forme um ângulo de 90 graus com as costas. A cadeira deve ser bem confortável e as costas devem estar apoiadas no encosto. Os braços devem ficar na mesma altura do teclado, sendo que as mãos ficam também no mesmo nível, não forçando assim os punhos. Coloque a tela do computador de modo que você fique a uma distância de 40 a 60 centímetros dela e sua visão direta forme um ângulo de 15 a 30 graus com a mesma.

→ Tendinites dos Extensores dos Dedos

Tendões são estruturas que se parecem com cordões extremamente fortes, responsáveis pela fixação dos músculos nos ossos. Toda vez que o músculo se contrai, os tendões se esticam, dando-se assim o movimento desejado. O termo tendinite significa uma inflamação dessas estruturas, em geral causada por excessivo uso daquela articulação envolvida. A tendinite pode ocorrer em qualquer articulação, mas é mais comum nos punhos, nos joelhos, ombros e cotovelos. Devido à inflamação, a pessoa irá apresentar dor quando movimentar as articulações em questão. No caso das mãos, possuimos um grupo de músculos que estendem os dedos e as mãos, e os respectivos tendões passam pela parte dorsal das mãos. Da mesma forma que para a síndrome do túnel do carpo, o uso excessivo e repetitivo de certa articulação irá provocar o inchaço das estruturas presentes nas costas das mãos, provocando dor ao movimento dos dedos e punhos.

Diagnóstico

Pode ser feito através da queixa do paciente que revela dor na parte dorsal da mão, principalmente após o uso excessivo daquelas articulações. O paciente pode se queixar de fraqueza nas mãos bem como sensação de queimação em vez de dor.

Tratamento

O tratamento indicado é o uso de antinflamatórios e repouso da articulação envolvida.

Prevenção

É preciso tomar cuidado com a posição em que se está sentado, observar a posição dos braços e mãos, principalmente para aqueles que trabalham com computadores e máquinas de escrever. Os punhos devem sempre ficar numa posição confortável, evitando que eles fiquem desalinhados com os braços e o teclado. Da mesma forma, pare o seu trabalho de tempos em tempos para relaxar a musculatura e os tendões.


→ Tenossinovite dos Flexores dos Dedos

Os tendões flexores dos dedos estão presentes na parte da palma das mãos. Esses tendões estão recobertos por uma bainha chamada sinovial, que faz com que a contração do músculo fique mais "macia". Quando ocorre a inflamação dessa bainha sinovial, usa-se o termo tenossinovite, no caso dos tendões que fazem a flexão dos dedos. Devido à inflamação da bainha, quando houver contração do músculo para movimentar os dedos, aparecerá o sintoma de dor local, e o movimento das mãos não será bem realizado.

Diagnóstico

O paciente irá se queixar dor e inflamação na parte interna da mão, principalmente quando fizer o movimento de flexão dos dedos (quando a pessoa fecha as mãos, por exemplo)

Tratamento

Da mesma forma, usa-se antinflamatórios para aliviar a dor e inflamação, bem como é indicado o repouso das articulações envolvidas.

→ Tenossinovite Estenosante (Dedo em Gatilho)

Nela envolve os tendões flexores dos dedos das mãos, que passam por túneis dentro dos dedos. Se houver a formação de um nódulo sobre o tendão ou ocorrer um inchaço na bainha que o cobre, ele então se tornará mais largo, ficando comprimido nos túneis por onde ele passa. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela irá sentir um estalo ou escutar um barulho na articulação envolvida, principalmente no meio dos dedos.

Diagnóstico

Pode ser feito através dos sintomas apresentados, bem como a referência de que a pessoa trabalha em serviços que requerem o uso da palma das mãos e o movimento de fechar os dedos, como carimbar e grampear, em movimentos repetitivos e por longos períodos.

Tratamento

O tratamento mais indicado para este problema é o uso de antinflamatórios e repouso das articulações.

Prevenção

Evitar o uso repetitivo das articulações, se possível usar um grampeador elétrico ou que ele seja acolchoado para evitar que a palma das mãos se force. A mesma coisa é válida para os carimbos. Também podem ser usadas luvas com gel para que amorteçam a batida contra a palma das mãos.

→ Epicondilite Lateral

Essa doença é conhecida como tennis elbow (cotovelo de tênis) e é causada pela inflamação das pequenas protuberâncias dos ossos do cotovelos, os chamados epicôndilos. Neste caso, os ossos envolvidos são os epicôndilos laterais, ou seja, da parte de fora do braço. Apesar do nome, poucos tenistas apresentam essa doença, sendo mais comum em pessoas que trabalham levantando peso, donas de casa, pessoas que fazem trabalhos manuais e que trabalham em escritórios. Alguns músculos que promovem a retificação do punho e dos dedos são presos pelos tendões no epicôndilo lateral do cotovelo. Quando houver um uso excessivo dessas estruturas, começará a se desenvolver uma inflamação das mesmas, iniciando os sintomas de dor.

Diagnóstico

O paciente pode se queixar de dor aguda quando roda o antebraço. Em geral, a pessoa vai notando que a dor vai aumentando gradativamente conforme o uso das articulações, como ao abrir latas, ou ao abrir as fechaduras das portas ou mesmo quando vai parafusar alguma coisa. As outras doenças que causam inflamação e inchaço das juntas, como artrite, etc...devem ser afastadas.

Tratamento

Em geral é feito com o repouso da articulação em questão e com o uso de antinflamatórios. São úteis também os exercícios de alongamento do antebraço e músculos das mãos. Poderá ser usado um suporte para o antebraço, para reduzir a pressão na área afetada. Em casos mais graves, podem ser injetados corticóides no local afetado. Caso não haja melhora, poderá ser indicada cirurgia para alívio dos sintomas.

→ Doença de Quervain

Essa doença decorre da inflamação dos tendões que passam pelo punho no lado do polegar. Se houver um uso excessivo dessa articulação, poderá ocorrer a inflamação desses tendões, dificultando o movimento do polegar e do punho, principalmente quando for pegar algum objeto ou rodar o punho. Em geral as pessoas que trabalham em escritório arquivando documentos, ou datilografando ou escrevendo a mão, em que há uso constante do polegar em direção ao dedo mínimo são as mais propensas a apresentar essa doença.

Diagnóstico

O paciente irá revelar dor na região do polegar e punho, principalmente se estiver relacionada com profissões acima relacionadas. A manobra de Filkestein é em geral positiva, em que se segura a mão do paciente na parte das costas e leva-se o polegar em direção ao dedo mínimo e faz-se a flexão do punho. O paciente irá apresentar dor na região do punho que poderá se irradiar para o braço.


Tratamento

O tratamento para a doença de Quervain consiste no uso de antinflamatórios e repouso da articulação envolvida.

Prevenção

Procure relaxar as mãos durante o trabalho. Alterne o uso do polegar direito com o esquerdo quando for digitar a barra de espaço do computador ou máquina de escrever. Sempre sente-se confortavelmente, com os punhos sempre no mesmo nível das teclas. Procure usar canetas e lápis que sejam bem confortáveis nas mãos, para não forçar o polegar. Se você trabalha com uma atividade que faça movimentos de pinçamento, use luvas de borracha e alterne as mãos.


Não se automedique, consulte seu Médico.

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