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22 agosto, 2011

Câncer pode surgir de células inesperadas



No câncer, os tumores não são uniformes, são mais parecidos a sociedades complexas, cada um com um equilíbrio único entre diferentes tipos de células cumprindo diferentes funções. Compreender esta estrutura é essencial no tratamento da doença já que cada célula é sensível a um tipo de medicamento.


Uma teoria amplamente aceita afirma que os tumores funcionam com uma “hierarquia”, na qual todas as células cancerígenas descendem de um tipo especial de células-tronco de câncer capazes de se renovar. Esta teoria faz crer que ao atacar as células-tronco, se ataca o tumor inteiro.

Mas novas descobertas feitas por pesquisadores da universidade de Harvard, do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) e do Instituto Whitehead sugerem que os tumores podem ser “sociedades” sem hierarquia.

Os estudos mostram que células cancerígenas podem partir de diferentes células, o que coloca em dúvida a eficácia de atacar apenas as células-tronco. A pesquisa combinou evidências experimentais e modelos matemáticos para estudar o equilíbrio celular dos tumores.

Se as novas evidências se confirmarem, ficará provado que uma grande variedade de células podem se converter no tipo de células-tronco que dá origem ao câncer, o que exigiria tratamentos mais complexos.

Apesar de o estudo levantar mais perguntas que respostas, os cientistas já conseguiram construir um modelo matemático capaz de prever a forma como um tumor multiplica suas células a fim de alcançar um equilíbrio entre os diferentes tipos celulares. A partir de agora, os pesquisadores esperam criar métodos de inteferir no funcionamento dos tumores.


por Dênio Cardoso




28 maio, 2010

Cientista diz ter sido infectado com vírus de computador



O cientista britânico Mark Gasson, da Universidade de Reading, contaminou um chip de computador que foi implantado em sua mão.

O artefato, que o permite passar por portas com código de segurança e ativar seu telefone celular, é uma versão sofisticada dos chips de identificação utilizados para marcar animais.




Cientista alerta para os riscos de tecnologia implantada no corpo humano.


Gasson demonstrou em experiências que o chip tem a capacidade de passar o vírus de computador para sistemas de controleexternos.
Se outros chips implantados fossem então conectados ao sistema eles também ficariam corrompidos, segundo o cientista.

→ Alerta médico

Gasson admite que o teste apenas prova um princípio, mas ele acredita que existam implicações importantes para um futuro em que aparelhos médicos, como marcapassos e implantes cocleares (dispositivos eletrônicos que ajudam a proporcionar uma sensação de som para pessoas surdas) se tornarão mais sofisticados e correrão o risco de ser contaminados por outros implantes humanos.

"Com os benefícios deste tipo de tecnologia vêm os riscos. Nós podemos nos melhorar de alguma forma, mas assim como as melhorias de outras tecnologias, como os telefones celulares, por exemplo, elas se tornam vulneráveis a riscos, como problemas de segurança e vírus de computador", afirmou Gasson.

O cientista prevê que no futuro vá ser feito maior uso de tecnologia implantada.

"Este tipo de tecnologia passou a ser comercializado nos Estados Unidos como um tipo de bracelete de alerta médico, para escanear seu histórico médico no caso de você ser encontrado inconsciente."

→ Cirurgia plástica

O professor Rafael Capurro, do Instituto de Ética da Informação Steinbeis-Transfer, na Alemanha, disse à BBC News que a pesquisa é "interessante".

"Se alguém for capaz de obter acesso online a seu implante pode ser algo sério", disse.

Capurro contribuiu para um estudo para a Comissão Européia em 2005 que analisou o desenvolvimento de implantes digitais e o possível abuso deles.

"De um ponto-de-vista ético, a vigilância de implantes pode ser positiva e negativa", afirmou.

"Vigilância pode ser parte do tratamento médico, mas se alguém quer te prejudicar pode ser um problema."

Além disso, afirmou Capurro, deve haver cautela se implantes com capacidade de vigilância começassem a ser utilizados fora do campo médico.

Porém, Gasson acredita que vai haver uma demanda para estes aplicativos não-fundamentais, assim como as pessoas pagam por cirurgia plástica.

"Se nós encontrarmos uma forma de melhorar a memória ou o QI de alguém, então há uma possibilidade real de que as pessoas resolvam ter este tipo de procedimento invasivo."



Fonte: BBC


09 novembro, 2009

Conversa entre bactérias

Conversa entre bactérias
Com uso de nova metodologia, pesquisadores conseguem observar interações entre bactérias

e delas com outros microrganismos (reprodução)

Divulgação Científica- Conversa entre bactérias

Agência FAPESP – Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em Diego, nos Estados Unidos, desenvolveu ferramentas que permitem ver como bactérias “conversam” umas com as outras e como enfrentam e vencem a batalha contra outros microrganismos.

O objetivo da pesquisa é entender como populações diferentes de células se comunicam, o que poderá auxiliar no desenvolvimento de novas terapias para as mais variadas doenças.

As bactérias, para se comunicar, segregam moléculas que enviam sinais a outros microrganismos para, por exemplo, obter mais nutrientes. Outras moléculas são secretadas para “desligar” mecanismos de defesa do hospedeiro.

Em artigo publicado neste domingo (8/11) na revista Nature Chemical Biology, Pieter Dorrestein e colegas relatam a abordagem que desenvolveram para descrever, em laboratório, as trocas metabólicas que configuram os relacionamentos entre bactérias.

O grupo usou uma tecnologia chamada de Maldi-Tof (sigla em inglês para Matrix Assisted Laser Desorption Ionization-Time of Flight), que usa espectrometria de massa para estudar colônias de bactérias cultivadas em laboratório.

Interações microbiais, tais como a sinalização, são geralmente consideradas por cientistas em termos da atividade química individual e predominante. Contudo, qualquer espécie bacteriana é capaz de produzir muitos compostos bioativos que podem alterar organismos vizinhos.

A abordagem desenvolvida pelo grupo permitiu observar que as “conversas químicas” entre bactérias envolvem muitos sinais que funcionam simultaneamente.

“Os cientistas tendem a estudar nessa troca metabólica entre bactérias uma molécula de cada vez. Mas, na realidade, tais trocas feitas por microrganismos são muito mais complexas, envolvendo dez, 20 ou até 50 moléculas de uma só vez. Agora, podemos capturar essa complexidade”

disse Dorrestein.


Os pesquisadores estão mapeando centenas de interações bacterianas com a nova tecnologia e esperam produzir um “dicionário bacteriano”, que possa ajudar a traduzir os sinais dos microrganismos.

“A capacidade de traduzir a produção metabólica de microrganimos é cada vez mais importante, tendo em vista sua elevada proliferação. Queremos entender como as bactérias interagem com as células e essa nova ferramenta poderá ajudar nesse objetivo”

disse Dorrestein.

O artigo Translating metabolic exchange with imaging mass spectrometry, de Pieter Dorrestein e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Chemical Biology em www.nature.com/nchembio.


Fonte: Agencia Fapesp

27 outubro, 2009

Memórias estocadas na medula?

Na semana passada terminou um dos maiores congressos científicos mundiais, o congresso da sociedade americana de neurociências em Chicago.

Dentre os diversos assuntos tratados no congresso, resolvi relatar aqui algumas novidades sobre tratamentos em lesões físicas diretas na medula. Esse tipo de lesão pode afetar diretamente os feixes nervosos que levam a informação do cérebro às outras regiões do corpo. O trauma também pode afetar regiões que circulam esses nervos, como ossos e vasos nervosos, atingindo indiretamente o funcionamento da medula.

Obviamente, dependendo da região lesionada, os efeitos causados podem ser mais ou menos pronunciados. Ou seja, quanto mais próximo do pescoço (cervical), maior será a área atingida, pois os efeitos são sentidos, geralmente, em regiões abaixo da lesão. A gravidade dos sintomas também dependem da natureza da lesão nos nervos, completa ou apenas parcial.

É interessante notar que, por razões éticas e morais, não existe experimentação em humanos. A maior parte do que sabemos vem de modelos animais. No entanto, fomos aprendendo com o tempo que diferentes espécies têm diferentes capacidades de recuperação. Por exemplo, camundongos conseguem se recuperar mais rapidamente de uma lesão do que ratos. Ratos têm melhores índices de recuperação do que porcos. Suínos já não se recuperam tão facilmente e são, provavelmente, os animais experimentais que mais se assemelham aos humanos. Mesmo assim, roedores são as espécies mais utilizadas, principalmente por uma questão financeira e de espaço.

Estudos apresentados no congresso de neurociência sugerem que a dieta rica em gordura e baixa em carboidratos afeta a taxa de recuperação de ratos lesionados. Outro estudo demonstrou boa resolução em novas técnicas para o isolamento de células-tronco indiferenciadas antes do transplante, como forma de evitar o surgimento de um indesejado tumor, agravando o quadro clínico. O estudo aponta para melhores práticas num futuro tratamento com células-tronco em humanos, o que será imprescindível. Avanços na indução da recuperação pela própria plasticidade neural da medula, por meio da adição de fatores de crescimento, também foram relatados.

Apesar de tantas novidades na área, o melhor tratamento em humanos continua sendo a terapia física. Interessante notar que novos dados estão confirmando isso nos modelos animais. Em um experimento interessante, roedores foram treinados a usar o sistema locomotor de formas diferentes, por exemplo, andando para trás ou para os lados. Note que roedores só costumam andar para frente.

Para treiná-los a andar em outras direções, o animal foi suspenso numa “maca” que deixa suas patas de fora. As patas encostam numa esteira que se move em diversas direções. Assim, ao girar a esteira para frente, o animal, intuitivamente, começa a andar para trás, como que tentando compensar sua posição. O mesmo tipo de exercício é feito para os lados.

Depois de algum treino, os animais já se sentem mais confortáveis e executam os movimentos compensatórios naturalmente. Como se tivessem “aprendido” a andar em outras direções. Pois bem, após o treinamento, os animais foram submetidos a uma cirurgia para causar um tipo de lesão medular controlada - todos os animais tiveram o mesmo tipo de lesão. Como grupo controle, foram utilizados indivíduos que não tinham passado pelo treinamento anteriormente.

A comparação entre os dois grupos sugere que os animais que aprenderam a usar os movimentos inconscientes da esteira conseguiram se recuperar significativamente mais rápido das lesões do que os sedentários. O resultado pode ser parcialmente validado em humanos, para os quais existem dados mostrando que atletas têm um nível de recuperação melhor do que não atletas. Mas não me parece exatamente a mesma coisa.

A explicação dos resultados pelo grupo de pesquisa responsável é interessante. Não se baseia nas explicações tradicionais de plasticidade neural (capacidade que o cérebro tem de reorganizar as redes neuronais após um ferimento, por exemplo). De acordo com as observações feitas, os animais que tiveram o treinamento prévio utilizaram-se dos truques aprendidos na esteira para acelerar sua recuperação.

Obviamente, a lesão impediria que a memória cerebral e consciente desse aprendizado auxiliasse nesse processo, pois a comunicação com o cérebro fora interrompida. Como explicar então o uso dos conhecimentos adquiridos pelos roedores na recuperação? O grupo sugere que existem “memórias” estocadas na medula espinhal e os animais que receberam o treino conseguem se lembrar de usá-las durante o período de recuperação.

O conceito é novo e arrojado em neurociência. Jamais ninguém ousou propor que a medula também serviria como estoque de memória, mesmo que seja física. Se isso for realmente verdade, vai revolucionar a forma como vemos a integração do cérebro com o resto do sistema nervoso. Em geral, existe essa tradicional “separação” em neurociência: os que estudam o cérebro (grande responsável pelas emoções, memórias e cognição) e os que estudam a medula, responsável por movimentos inconscientes e motores.

Talvez essa visão compartimentada e tradicional do sistema nervoso esteja ficando ultrapassada. Vou ainda mais longe: caso isso se comprove, podemos aprender a usar esse tipo de memória física para estocar outros tipos de memória, fazendo um backup de informações importantes na medula ou simplesmente liberando espaço no cérebro para atividades de execução.

Em geral, o estudo da ciência básica acaba fornecendo substrato para pesquisas mais aplicadas. Aqui parece que aconteceu o contrário. Ao tentar desenvolver protocolos para tratar da lesão da medula espinhal, potencialmente novos conceitos fundamentais do sistema nervoso estão sendo revelados.

PS: A ausência de referências no texto é proposital. Os trabalhos relatados nessa coluna não foram ainda publicados em revistas com avaliação por pares. Portanto, devem ser encarados como preliminares, apenas.


Escrito por Alysson Muotri, Blog Espiral.

23 outubro, 2009

Cisticercose

O complexo Teníase/Cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é uma entidade clínica provocada pela presença da forma larvária da Taenia solium (Cysticercus cellulosae) nos tecidos de suínos, bovinos ou do homem. O parasito é transmitido pela ingestão de ovos de Taenia, proveniente de água, verduras e legumes mal lavados ou higiene inadequada. Ao ser ingerido, os ovos, penetram na mucosa intestinal, entra na circulação sanguínea e linfática alojando-se em diferentes tecidos ou órgãos.

As formas mais graves da doença estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuro-psíquicos e oculares. O tempo para o aparecimento da cisticercose varia de 15 dias a anos após a infecção. As manifestações clínicas dependem da localização e do número de larvas que infectaramo indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro.


O diagnóstico é realizado através de biópsia tecidual, cirurgia cerebral, testes imunológicos (pesquisa de anticorpos) no soro, saliva, LCR e exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância magnética). O cisticerco, após seu desenvolvimento pleno no SNC, mantém mecanismo de evasão da resposta imune do hospedeiro. Mas, em um período estimado entre meses e superior a dez anos, a larva freqüentemente entra em degeneração, com conseqüente fibrose e calcificação. Após a calcificação do parasita, em muitos casos, já não apresenta LCR com alterações inflamatórias e nestes, as pesquisas de anticorpos são
negativas.

Quando o LCR apresenta número de leucócitos>10/mm3 e proteína > 50 mg, usualmente são encontrados anticorpos anti Cysticercus cellulosae. Vários métodos já foram usados no imunodiagnóstico da neurocisticercose. Um número apreciável de avaliações comparativas tem indicado que o teste de ELISA apresenta maior eficiência diagnóstica.


Fonte: Lab. Alvaro

22 outubro, 2009

Glicemia Pós-Prandial - Preditor de Risco Cardíaco

Diabetes melito devem atingir mais de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo que destes, aproximadamente são diabetes do tipo 2 (DM2). As complicações do DM2 são as principais causas de morbi-mortalidade nos dias de hoje1. Entre eles, as complicações cardiovasculares são as mais freqüentes e gravemente observadas2. Por ser fortemente associada a distúrbios de açucares, somente nos últimos anos é que a correlação dos controles laboratoriais e riscos de doenças cardiovasculares têm sido estudados.

Classicamente, as dosagens de glicemia de jejum e níveis de hemoglobina glicosilada têm sido os exames de rotina solicitados aos pacientes com DM2. Entretanto, exames laboratoriais relacionado ao risco de doenças cardiovasculares têm sido introduzidos nas rotinas de acompanhamentos destes pacientes.

Valores de “não-HDL colesterol” têm demonstrado ser um excelente preditor de doença cardiovascular em pacientes diabéticos3. Valores superiores a 130mg/dL sugerem um risco maior de doenças cardiovasculares em diabetes.

A glicemia de jejum tem sido amplamente utilizada em pacientes com DM2. Mas a dosagem de glicemia pos-prandial é um fator preditores de risco cardiovascular em DM2 do que sua dosagem em jejum. O risco de eventos cardiovasculares é 5 vezes maior em mulheres e quase o dobro em homens naqueles com hiperglicemias pós-prandiais do que naqueles normoglicêmicos pós-prandial. Outros fatores, como glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada, não apresentaram valor preditor destes eventos de forma consistente
quanto a gliceia pos-prandial4.

Avanços de interpretação de dados laboratoriais têm auxiliado no melhor acompanhamento de pacientes com DM2 e prevenção de suas complicações.

Bibliografia
1. World Health Organization. The cost of diabetes. World Health Organization . 2002.
Ref Type: Electronic Citation
2. Laakso, M. & Lehto, S. Epidemiology of risk factors for cardiovascular disease in diabetes and impaired glucose tolerance. Atherosclerosis 137 Suppl, S65-S73 (1998).
3. Liu, J. et al. Joint distribution of non-HDL and LDL cholesterol and coronary heart disease risk prediction among individuals with and without diabetes. Diabetes Care 28, 1916-1921 (2005).
4. Cavalot, F. et al. Postprandial blood glucose is a stronger predictor of cardiovascular events than fasting blood glucose in type 2 diabetes mellitus, particularly in women: lessons from the San Luigi Gonzaga Diabetes Study. J. Clin. Endocrinol. Metab 91, 813-819 (2006).

Doença Tireoidiana na Gestação

Acredita-se que 2 a 5% das gestantes apresentam algum grau de deficiência de tiroxina (T4) e isto está associado a atraso de desenvolvimento da criança. Ainda, há evidências que sugerem uma maior incidência de aborto, pré-eclampsia e partos prematuros nestas gestantes. Assim, há uma controvérsia se uma triagem deva ser realizada em todas as gestantes ou somente naquelas com história prévia ou altorisco de doença tireoidiana.

A National Academy of Clinical Biochemistry (NACB) e a American Association for Clinical Endocrinology (AACE) recomendam a triagem universal, isto é, em todas as gestantes, enquanto que a American College of Obstetricians and Gynecoloists (ACOG) e The Endocrine Society (ES) recomendam triagem somente naquelas gestantes que apresentem risco de doença tireoidiana.

Apesar destas discordâncias, algumas recomendações de cuidados na mulher gestante temsido de comum acordo. São elas:

1- Diferençar TSH subnormal detectado na gestação se édecorrente de um processo fisiológico ou hiperemese gravídica, ou doença de Graves;

2- Anticorpo anti receptor do TSH (TRAb) atravessam abarreira placentária e podem interferir na função tireoidiana fetal. Assim, oTRAb deve ser mensurado antes da gestação e no final do segundo trimestre naquelas mulheres que possuem história de doença de Graves;

3- Avaliar função tireoidiana em todas pacientes comhiperemese gravídica;

4- Mulheres com presença de anticorpos antitireo-peroxidase (TPO) devem ser avaliadas, quanto a função tireoidiana, em 3e meses após o parto;

5- Gestantes com diabetes mellitus devem ter o TSH dosados aos 3 e 6 meses após o parto;

6- Mulheres com depressão pós-parto devem ter sua função tireoidiana avaliada.


Ao mesmo tempo em que se discute se todas gestantes ou somente aquelas de risco é que devem ser submetidas à pesquisa de doença tireoidiana, há um consenso em relação aos valores de hormônios tireoidianos durante a gestação, assim como melhor avaliar a função tireoidiana nestas situações. A Endocrine Society sugere o limite superior de TSH como 2,5mUI/L no primeiro trimestre e 3,0mUI/L nos trimestres seguintes. A mesma sociedade, reconhece a dificuldade em utilizar os valores de T4 livre durante a gestação, em decorrência dasmudanças nos níveis de tireoglobulina e albumina.

Neste caso, tem sido sugerido a utilização de T4 total onde os valores de referêrencia seriam de 5 a 12µg/dL no primeiro trimestre e 7,5 a 18 nos segundo e terceirostrimestres.

Escrito por Fabiano Sandrini, Lab. Alvaro.