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16 novembro, 2010

Analgésicos na gravidez podem afetar o bebê

Atenção Gestantes!

Uso desses remédios é ligado a problemas nos testículos da criança.

Existem muitas pessoas que se automedicam, isso pode trazer muitas consequências para o seu bebê, dentre elas, o foco é a Criptorquidia, que é o não desenvolvimento testicular.

Usar analgésicos comuns como Paracetamol, Ácido Acetilsalicílico e Ibuprofeno, na gravidez pode ser uma ameça á capacidade reprodutova de bebês do sexo masculino. É o que aponta estudos com mais de duas mil gestantes e seus filhos, publicado na resvista"Human Reproduction" e realizados por médicos da Dinamarca, Finlândia e França. A pesquisa associa o consumo de analgésicos na gestação com maior risco de dar á luz crianças com testículos não descidos.

A alteração, chamada Criptorquidia, afeta de 3% a 4% dos recém-nascidos e pode ser unilateral e bilateral. Ela aumenta a chance de infertilidade e câncer testicular na fase adulta. Em experiência com roedores, médicos descobriram que analgésicos reduzem o nível de testosterona na gravidez, quando se formam os órgãos masculinos do bebê. Esse efeito é simular ao de ftalado (são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico), compostos de plásticos que desequilibram o sistema endócrino.


- A exposição a substância que alteram (disruptores) o sistema endócrino é responsável por cada vez mais problemas reprodutivos entre os jovens.


O estudo sugere que se deve prestar atenção particular aos analgésicos ''suaves'' - diz Henrik Leffers, principal autor do Rigshospitalet de Copenhague.

Para os autores, é necessário fazer urgentemente uma ampla investigação sobre o tema, e recomendam ás gravidas que consultem seu médico antes de tomar analgésicos. Muitas das mulheres ( 834 Dinamarquesas e 1.463 Finlandesas) do estudo não consideram os analgésicos ''medicamentos''.


→ Combinação Piora

O grupo que usou mais de um analgésico de forma simultânea, como Paracetamol e Ibuprofeno, apresentou sete vezes mais probabilidade de ter um bebê com criptorquidia do que o grupo que não tomava essas drogas. O segundo trimestre (14 a 27 semanas) é o périodo de maior risco.

Tomados individualmente, o Ibuprofeno e o ácido acetilsalicílico multiplicam por quatro a probalidade de Criptorquidia e o Paracetamol a dobra. Quando tomados ao mesmo tempo o risco multiplica-se por 16. na Dinamarca, a incidência passou de 1,8% entre 1959 e 1961 para 8,5% em 2001.


De maneira geral, a orientação para grávidas é que, quando possível, evitem analgésicos. O serviço nacional de saúde Britânico apenas permite o uso do paracetamol em doses baixas e por curto período.

Temos que tomar ainda mais cuidado com os efeitos das drogas pesquisadas e nunca usá-las por conta própria- diz o ginecologista Márcio Coslovsky, da Clínica Huntington no Rio.

Consulte seu médico antes de se automedicar




Por Acadêmica de Biomedicina, Maria Farias
Blog: HoyBiomedy




19 março, 2010

Olhar para o sol e espirrar


Olhar para o sol pode fazer espirrar, sim...

O espirro como resultado da exposição à luz brilhante, conhecido como espirro de reflexo fótico – é uma idiossincrasia genética ainda não explicada pela ciência, apesar de já ter intrigado algumas das mentes mais brilhantes da história.

Aristóteles se perguntava por que certas pessoas espirravam ao olhar para o Sol em Problemas: “Por que o calor do sol provoca o espirro?”. O filósofo acabou apontando o calor do Sol sobre o nariz como o responsável.

Dois mil anos mais tarde, no começo do século 17, o filósofo inglês Francis Bacon colocou essa idéia à prova se expondo ao Sol com os olhos fechados – o calor ainda estava lá, mas ele não espirrou (uma demonstração compacta do método científico, que ainda decolava na época). A melhor explicação de Bacon foi que a luz do Sol fazia os olhos se encherem d’água, e então essa umidade infiltrava e irritava o nariz.

Líquidos à parte, a hipótese da umidade de Bacon parecia bem razoável até que nossa compreensão moderna da fisiologia deixou bem claro que o espirro acontece rápido demais depois da exposição ao Sol para ser resultado de um duto lacrimal relativamente lento. É aí que entra a neurologia: a maioria dos especialistas concorda que “fios cruzados” no cérebro provavelmente são responsáveis pelo espirro de reflexo fótico.

Um espirro é geralmente desencadeado pela irritação do nariz, identificada pelo nervo trigeminal, um nervo cranial responsável pelas sensações e controle motor da face. Ele está bem próximo do nervo óptico que, por sua vez, “percebe”, por exemplo, quando um feixe repentino de luz entra na retina. De acordo com a teoria, assim que o nervo óptico dá o sinal para o cérebro constringir as pupilas, parte do sinal elétrico é identificado pelo nervo trigeminal e confundido pelo cérebro como aviso de nariz irritado. E assim acontece o espirro.

Mas como esse fenômeno inofensivo (e potencialmente embaraçoso) não parece estar ligado a qualquer doença, o estudo científico do assunto é escasso. Pesquisas têm feito pouco mais que documentar sua existência e tentar medir sua prevalência. Não existem estudos rigorosos, mas pesquisas informais identificam 10 a 35% da população como “espirradores fóticos”. Um trabalho da década de 60 demonstrou que a característica é autossomal dominante – ou seja, o gene não está no cromossomo X ou Y, e apenas uma cópia dele tem que estar presente para que a característica seja expressada. Então, se um dos pais de uma criança espirra ao olhar para uma luz brilhante, metade seus filhos também vai precisar de um lencinho.

O culpado genético permanece não-identificado, mas os cientistas estão começando a se interessar em revelá-lo. “Eu acho que vale a pena”, diz Louis Ptácek, neurologista da University of California em São Francisco e pesquisador do Howard Hughes Medical Institute. Ptácek estuda transtornos episódicos como a epilepsia e enxaquecas, e acredita que pesquisar o espirro de reflexo fótico poderia esclarecer outros aspectos da neurologia.

Convulsões epilépticas às vezes são desencadeadas por flashes de luz e a enxaqueca é frequentemente acompanhada por fotofobia. “Se conseguíssemos encontrar um gene que provoca o espirro fótico, poderíamos estudá-lo e aprender algo sobre o caminho visual e outros fenômenos de reflexo”, explica Ptácek.

Mas até que o neurologista e seus colegas encontrem as famílias adequadas para seu estudo, o espirro de reflexo fótico permanecerá uma característica genética divertida (para os outros), como conseguir dobrar a língua. Apesar de um estudo de 1993 publicado na Military Medicine ter levantado questões sobre o espirro induzido pela luz colocar em perigo pilotos de caça – para os quais um piscar de olhos pode ser letal em certas situações –, esse temor foi deixado de lado quando uma pequena pesquisa apontou que usar óculos escuros eliminaria esse efeito.

Esse não foi o único estudo, digamos, excêntrico sobre esse tipo de espirro. Por exemplo, uma pesquisa de 1978 entrou na moda dos acrônimos e quis batizar o espirro de reflexo fótico como Síndrome de explosão hélio-oftálmica autossomal-dominante – ou, na sigla em inglês, ACHOO – que quer dizer... ATCHIM!


Escrito por:
Karen Schrock é jornalista e editora da revista Scientific American Mind.



14 outubro, 2009

O impacto do estresse na tomada de decisões

Somos obrigados a tomar decisões todo o tempo. Normalmente nós ponderamos sobre os prós e contras de nossas escolhas, levando em consideração nossas experiências em situações similares antes de finalmente decidirmos. Entretanto, um novo estudo sugere que o estresse cognitivo, como distrações constantes, pode influenciar o julgamento lógico na tomada de decisão.

Jane Raymond e Jennifer O’Brien, psicólogos da Universidade de Bangor, no Reino Unido, pesquisaram como o estresse cognitivo afeta a lógica das decisões. No estudo, participantes voluntários eram apresentados a um jogo envolvendo rostos que tinham valores monetários, com ganhos e perdas. Mais tarde, diversos rostos (incluindo os do jogo) eram apresentados e os voluntários tinham que reconhecer aqueles do primeiro teste. Algumas vezes, durante o segundo teste, os voluntários tinham sua atenção desviada em maior ou menor intensidade.

O resultado desses testes, publicado no Psychological Science, periódico da Association for Psychological Science, revelou que as distrações impactaram significantemente nas decisões. Quando os voluntários não tinham distrações, o reconhecimento dos rostos associados tanto a ganhos quanto a perdas monetárias, no jogo, tinham acertos altíssimos. Ao serem distraídos, entretanto, apenas os rostos associados com ganhos eram reconhecidos. De acordo com o estudo, tomar decisão sob estresse deixa os indivíduos mais propensos a ter em mente associações que foram recompensadoras e deixar de lado as informações pré-existentes sobre os pontos negativos das situações analisadas.

Fonte:
Psycological Science
Oqueeutenho




10 setembro, 2009

Descoberta célula-tronco associada ao câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens de todo o mundo, depois do de pulmão. A doença mata 254 mil homens por ano no mundo.

Os pesquisadores descobriram uma célula-tronco que pode provocar pelo menos alguns tipos de câncer de próstata. A descoberta ainda é apenas experimental - as células foram descobertas em ratos, mas pode explicar pelo menos alguns tipos de tumores prostáticos, e no futuro oferecer novas formas de tratá-los, segundo artigo publicado na revista "Nature".

A descoberta

Ela também aponta para uma possível nova fonte dos tumores da próstata - as chamadas células luminais, que secretam vários compostos usados pela próstata. "O papel das células-tronco no desenvolvimento do câncer de próstata tem sido um foco de especulação há muitos anos", disse em nota Helen Rippon, da entidade britânica Prostate Cancer Charity.

"O importante é que esta nova célula-tronco não depende de andrógenos - os hormônios sexuais masculinos que controlam o crescimento da próstata, para sobreviver e crescer. Isso pode dar uma pista sobre por que o câncer de próstata frequentemente se torna resistente a tratamentos destinados a regular esses andrógenos nos estágios avançados da doença", acrescentou Helen, que não participou da pesquisa.

CARNs

Michael Shen, do Centro Médico da Universidade Columbia, e seus colegas batizaram as novas células-tronco como CARNs, sigla relativa a "células de expressão Nkx3.1 resistentes à castração".

Elas normalmente regeneram parte do tecido que reveste o interior da glândula, responsável pela produção de sêmen. Mas as células podem também formar tumores se certos genes destinados a impedir o crescimento descontrolado são "desligados".

Em um comunicado de Shen:

"As pesquisas anteriores indicaram que o câncer de próstata se origina das células-tronco basais, e que durante a formação do câncer essas células se tornam células luminais. Mas em vez disso, as CARNs podem representar uma origem luminal para o câncer de próstata."




Fonte:
Ciência e Saúde - G1

08 setembro, 2009

Os benefícios da prática regular de exercícios e a doença coronariana.

As pessoas que se exercitam regularmente, de forma moderada, morrem menos de doença cardíaca isquêmica, trinta a quarenta por cento menos do que os sedentários.Um trabalho científico mostrou que em pacientes com obstrução de duas ou mais artérias coronárias, o treinamento físico levava a resultados semelhantes aos obtidos com o tratamento convencional por angioplastia (dilatação mecânica da artéria obstruída).

A doença coronariana começa na parede da artéria com o depósito de gordura em placas que poderão levar ao estreitamento e obstrução completa impedindo o fluxo normal do sangue. O segredo do efeito benéfico do exercício sobre as artérias também parece estar nessas paredes.

O esforço físico e o conseqüente aumento da demanda de sangue pelos músculos levam ao aumento do diâmetro das artérias que se dilatam para permitir o fluxo aumentado.As artérias doentes com deposito de gordura perdem essa capacidade, levando a um fluxo menor do que o necessário durante o esforço

A dilatação das artérias é mediada por composto químico, o oxido nítrico que é produzido nas paredes das artérias, a produção desse composto está diminuída nos quadros de doença cardíaca.
O exercício leva ao aumento da pressão sobre as paredes das artérias estimulando a produção de oxido nítrico, estudos mostram que após quatro semanas de treinamento a produção de oxido nítrico está normalizada em pacientes com doença arterial conhecida.

Então já que está comprovado que fazer exercícios é remédio para uma série de doenças, porque não aproveitar o feriadão para iniciar ou retomar sua atividade física.


Fonte:
Blog Luis Fernando Correia

13 agosto, 2009

Narguilé faz mal ?

O que é o Narguilé?

Narguilé é um cachimbo de água utilizado para fumar. Além desse nome, de origem árabe, narguilê, narguila, nakla, arguile, naguilé etc. Há diferenças no formato e no funcionamento, mas o princípio comum é o fato de a fumaça passar pela água antes de chegar ao fumante.

Ele possui aromas doces como de maçã, morango, hortelã, Redbul, chocolate com menta, junto com a água que queima o tabaco dão a impressão de que se trata de algo que não vai causar mal, como muitos acham. Mas um estudo da Universidade de Brasília (UnB), mostra que uma sessão de narguilé de 80 minutos, equivale a nada menos do que fumar cem cigarros, ou seja, as substâncias tóxicas inaladas é maior do que em cigarros.

Comparação - Cigarro / Narguilé

O cachimbo d’água tem concentrações de nicotina que giram em torno de 4% enquanto o cigarro tem em média 2% da substância. Um cigarro comum costuma ser consumido em oito minutos. São 12 baforadas contra 200.


A água aquecida filtra as impurezas do tabaco. Mas apenas 5% das substâncias são retidas, de acordo com os dados levantados pelo pesquisador. Outra falsa informação que circula entre os adeptos do narguilé é de que ele não vicia. As altas concentrações de nicotina denunciam o engano. Também se deve levar em consideração que o ato de compartilhar a biqueira com outras pessoas pode transmitir doenças como herpes e hepatite.

Rotina do Adolescentes


Nada para fazer? vamos fumar nerguilé. Os adolescentes são os que mais têm se rendido ao ritual do narguilé. Nos finais de semana, antes da balada, é comum trocar a água por vodca ou whisky, e ficar bêbado enquanto fuma.

Pesquisa

No ano passado, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em São Paulo identificou que 16% dos estudantes de ensino fundamental e ensino médio, em São Paulo já tinham experimentado o fumo.

Conclusão

Por ter um sabor gostoso, a fumaça um odor agradável, eles têm a aprovação dos pais, que desconhecem os malefícios do produto. Aos que gostam, essa é a realidade do narguilé, ele faz mal !




Fonte: UnB

04 agosto, 2009

Novo tipo de vírus HIV

Descoberto novo tipo de vírus HIV em mulher africana

Do G1, em São Paulo, com informações da Associated Press

Um novo tipo de vírus da Aids foi descoberto em uma mulher de Camarões, país da África. Segundo a pesquisa, divulgada pelo jornal “Nature Medicine”, o vírus se difere dos três já conhecidos e parece estar relacionado a uma versão símia do vírus recentemente descoberta em gorilas selvagens.


Para os pesquisadores, a descoberta ressalta a necessidade de verificar mais de perto as novas variantes do vírus HIV, especialmente na parte do centro-oeste da África. Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, na França, liderou a pesquisa.


Os três tipos de vírus já conhecidos são relacionados a uma versão símia do vírus que ocorre em chimpanzés.
A explicação mais plausível, segundo os pesquisadores, para a nova descoberta é que o vírus foi transmitido do gorila para o ser humano.
Mas eles não descartam as possibilidades de que o novo tipo de vírus começou em chimpanzés e foi transmitido para os gorilas e então para os humanos, ou diretamente dos chimpanzés para os gorilas e humanos.


A paciente, de 62 anos, foi diagnosticada como HIV positiva em 2004, logo depois de se mudar dos Camarões para Paris. Ela morava perto de Yaounde, capital dos Camarões. No entanto, ela disse que não teve contato com macacos nem com carne de animais selvagens de países tropicais.
Entretanto, a mulher não apresenta sintomas da Aids e está sem tratamento, embora ela carregue o vírus, segundo os pesquisadores.


De acordo com a pesquisa, o virus pode estar circulando tanto em Camarões como em outros lugares, pois a rápida multiplicação do vírus indica que ele já está adaptado às células do ser humano.
Ainda de acordo com a “Nature Medicine”, portadores de herpes genital têm maior risco de contrair o virus da Aids até mesmo após a pele não estar mais infectada.


Fonte:g1.globo