26 março, 2010

Pesquisa de sangue oculto

A pesquisa de sangue oculto é um exame laboratorial que tem como objetivo identificar a presença de sangue nas fezes em virtude de hemorragias de graus variados do aparelho digestivo, que podem ser causadas por algo tão insignificante como uma pequena irritação da mucosa intestinal ou por algo mais grave como um cancro ou cânceres no trato gastrintestinal. Situações clínicas como hemorróidas, fissuras no reto ou ânus e diverticuloses podem ser responsáveis pelo encontro de sangue nas fezes. No entanto, é importante salientar que as fezes podem adquirir coloração avermelhada devido à alimentação ou escurecida devido à ingestão de vitaminas contendo ferro e medicamentos à base de salicilato de bismuto.

A presença de sangue nas fezes pode ser uma manifestação precoce de câncer no trato gastrintestinale é frequentemente procurada. Portanto, a detecção de sangue nas fezes é uma importante parte do diagnóstico e acompanhamento. Sangramentos anormais podem ocorrer de qualquer local do estômago ao reto.

O câncer de cólon ou reto é uma das mais comuns malignidades e o terceiro câncer mais comumente diagnóstico nos EUA, com aproximadamente 135 mil casos esperados a cada ano, sendo a segunda causa mais comum de morte por câncer. Muitos, senão todos, desenvolvem a partir de um pólipo adenomatoso benigno por um período superior a dez anos, mas somente aproximadamente 5% dos pólipos tornam-se malignos. O teste para sangue oculto auxilia na detecção do câncer gastrintestinal e pólipo adenomatosos sangrantes através da identificação de pacientes para posterior investigação (colonoscopia).

O mais comumente utilizado é o kit para Determinação Qualitativa do Sangue Oculto nas Fezes, por método imunocromatográfico, usando uma combinação de anticorpo monoclonal marcado e anticorpo policional anti-hemoglobina humana de fase sólida.

→ Principio do Método

A hemoglobina presente na amostra liga-se ao conjugado anticorpo monoclonal-corante formando um complexo antigeno-anticorpo. Este flui pela área absorvente da placa teste indo se ligar ao anticorpo anti-hemoglobina humana na área da reação positiva (T).determinando o surgimento de uma banda colorida rosa-clara. Na ausência de hemoglobina não haverá o aparecimento da banda coloria na área T. A mistura da reação continua a fluir atingindo a área-controle (C). O conjugado não ligado ao antígeno irá unir-se aos reagentes dessa área produzindo uma banda colorida rosa-clara, demonstrando que os reagentes estão funcionando corretamente.

→ Instruções para coleta

• Antes de coletar as fezes, se necessário, urinar no vaso sanitário para evitar a contaminação do material. Em caso de crianças, utilizar coletor de urina, se ncessário.
• Evitar o uso de laxantes, contraste oral (utilizado em exames radiológicos) e supositórios nos três dias que antecedem ao exame e no dia da coleta.

• Defecar em vasilhame limpo e seco.

• Não colher durante o período menstrual ou quando houver hemorroidas sangrantes. Aguardar no mínimo 48 horas após o sangramento ter cessado.

• É recomendado não ingerir bebida alcoólica nos três dias que antecedem ao teste.
• Vereficar medicamentos em uso: medicamentos que podem causar sangramento gastrintestinal e devem ter o seu uso suspenso três dias antes da coleta ou C.O.M. ( o medicamento só pder ser suspenso após a orientação médica): aspirina, AAS, anti-inflamatórios não esteróide (ex: diclofenaco), anticoagulantes, colchicina, reserpina, vitaminca C, iodo, sulfato ferroso, contraste radiológico.

Referências Bibliográficas:

1. Hardcastle, J. D. et al.: Randomized controlled trial of feacal-Occult screnning for colorectal cancer. ,328: 1482-1477, 1996.
2. Helm, J. F. and Sandler, R. S. Screening do câncer colorretal. In: Lang, R. S. and Isaacson, J. H. (editores). N, 83 (6): 1279-1296, 1999.
3. Kronborg, O. et al.: Randomized study of screening for colorectal cancer with faecal-occult-blood test., 348: 1467-1471, 1996.
4. Mandel, J. S. et al.: Sensitivity, specificity, and positive predictivity of the hemmocult test in screening for colorectal cancers., 97: 597-600, 1989.


Hermes Pardini.


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