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12 dezembro, 2011

Condutas Pós-Exposição Ocupacional


→ Hepatite B




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*Profssionais que já tiveram hepatite B estão imunes à reinfecção e não necessitam de proflaxia pós-exposição. Tanto a vacina quanto a imunoglobulina devem ser aplicadas dentro do período de 7 dias após o acidente, idealmente nas primeiras 24 horas após o acidente.

**Uso associado de imunoglobulina hiperimune contra hepatite B está indicado se o paciente-fonte tiver alto risco para infecção pelo HBV, como: usuários de drogas injetáveis, pacientes em programas de diálise, contatos domiciliares e sexuais de portadores de HBsAg positivo, homens que fazem sexo com homens, heterossexuais com vários parceiros e relações sexuais desprotegidas, história prévia de doenças sexualmente transmissíveis, pacientes provenientes de áreas geográfcas de alta endemicidade para hepatite B, pacientes provenientes de prisôes e de instituições de atendimento a pacientes com defciência mental.

***IGHAHB (2x) = 2 doses de imunoglobulina hiperimune para hepatite B com intervalo de mês entre as doses. Esta opção deve ser indicada para aqueles que já fzeram 2 séries de 3 doses da vacina, mas não apresentaram resposta vacinal, ou apresentem alergia grave à vacina.



→ Hepatite C

Em exposições com paciente-fonte infectado pelo vírus da hepatite C e naquelas com fonte desconhecida, está recomendado o acompanhamento do profssional de saúde. Como o período de incubação da hepatite C dura em média 7 semanas (variando entre 2 a 24 semanas) e a grande maioria (>75%) dos casos agudos é assintomática, é necessária a investigação laboratorial para o diagnóstico.

Cerca de 70% a 85% dos casos de contaminação pelo HCV evoluem para doença crônica. Na ausência de medidas profláticas (p. exs. imunoglobulinas ou vacinas) para prevenção da transmissão do HCV e diante de algumas evidências de que o tratamento da infecção aguda com antivirais (p. ex. interferon) poderia prevenir a evolução para doença crônica, sugere-se, principalmente nas exposições de alto risco com fonte positiva, a realização da pesquisa de HCV RNA no 90º dia após a exposição. Esse exame está indicado para o diagnóstico e tratamento precoce da infecção aguda.

O tratamento da hepatite C aguda deverá ser realizado antes de 120 dias de evolução da doença, para melhor resposta terapêutica, em Serviço Especializado. Após 180 dias de evolução, a hepatite C é considerada crônica, e o tratamento deverá ser feito de acordo com as indicações desta forma da doença.



Fonte: Ministério da Saúde



21 novembro, 2011

HEPATITE C


Causada pelo vírus C (VHC), já tendo sido chamada de “hepatite não A não B”. O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue.

→ Entre as causas de transmissão estão:


. Transfusão de sangue;
. Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
. Da mãe infectada para o filho durante a gravidez;
. Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (forma mais rara de infecção).

O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite.

Em exposições com paciente-fonte infectado pelo vírus da hepatite C e naquelas com fonte desconhecida, é recomendado o acompanhamento do profissional de saúde. Como o período de incubação da hepatite C dura em média 7 semanas (variando entre 2 a 24 semanas) e a grande maioria (> 75%) dos casos agudos é assintomática, é necessária a investigação laboratorial para o diagnóstico. Cerca de 70 a 85% dos casos de contaminação pelo HCV evoluem para doença crônica. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.

Na ausência de medidas profiláticas (p.ex. imunoglobulinas ou vacinas) para prevenção da transmissão do HCV e diante de algumas evidências de que o tratamento da infecção aguda com antivirais (p.ex. interferon) poderia prevenir a evolução para doença crônica, sugere-se, principalmente nas exposições de alto risco com fonte positiva, a realização da pesquisa de HCV RNA no 90° dia após a exposição. Este exame está indicado para o diagnóstico da infecção aguda e tratamento precoce desta, o qual deverá ser realizado antes de 120 dias da evolução, em Serviço Especializado.

→ Diagnóstico Laboratorial

HEPATITE C - Anti - HCV
HEPATITE C - Detecção por PCR
HEPATITE C - Genotipagem
HEPATITE C - Quantificação + Genotipagem
HEPATITE C - Quantificação por PCR

→ O tratamento da hepatite C crônica está indicado nas seguintes situações:

a) ser portador do vírus da hepatite C (HCV) identificado por detecção do RNA por técnicas moleculares de amplificação;
b) ter realizado, nos últimos 24 meses, biópsia hepática onde tenha sido evidenciada atividade necroinflamatória de moderada a intensa (maior ou igual a A2 pela classificação Metavir ou atividade portal ou peri-septal grau 2 da classificação da Sociedade Brasileira de Patologia) e presença de fibrose de moderada a intensa (maior ou igual a F2 pelas classificações Metavir ou Sociedade Brasileira de Patologia);
c) ter mais de 12 anos;
d) ter contagem de plaquetas acima de 50.000/mm3 e de neutrófilos acima de 1.500/mm3;

→ Previna-se

Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não compartilhar seringa, agulha e objetos cortantes com outras pessoas e usar camisinha em todas as relações sexuais. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso você não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997).

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio da mãe podem permitir a passagem de sangue).



Secretaria de Vigilância em Saúde/MS





06 novembro, 2011

HEPATITE A

A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. O VHA é um vírus de RNA pertencente à família dos Picornavírus.

→ Transmissão

É fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.

→ Sintomas

Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.

→ Diagnóstico

O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno. Causa insuficiência hepática aguda grave e pode ser fulminante em menos de 1% dos casos.

HEPATITE A - Anti - HVA IgG e HVA IgM

Utilizado para o diagnóstico diferencial de hepatites. A presença de anticorpos anti-HVA IgG indica contato passado com o HVA. A presença de anticorpos anti-HVA IgM, acompanhada de clínica compatível, é evidência de hepatite por HVA.

O anticorpo IgM aparece em processos de hepatite A próximo da época do início dos sintomas, desaparecendo em torno de 3-6 meses depois. Teste não reagente para IgM e reagente para IgG indica contato passado, com consequente imunidade.

Contudo, a elevação de títulos IgG em dois testes consecutivos marca processo infeccioso não agudo atual. Anticorpos IgG permanecem em títulos constantes ou decrescentes por anos. A presença de anticorpos anti-HVA (IgG ou IgM) não exclui o diagnóstico de outras hepatites, como as causadas por HBV ou HCV. Interferentes: vacinação para HVA.


→ Previna-se

A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por exemplo:
• Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;
• Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
• Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
• Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
• Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto;
• Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d'água que alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros;
• Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
• No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
• Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.

→ Casos especiais

Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza uma vacina específica contra o vírus causador da hepatite A. Mas esta vacina só é recomendada em situações especiais, como em pessoas com outras doenças crônicas no fígado ou que fizeram transplante de medula óssea, por exemplo.



Fonte: Lab. Alvaro. Ministério da Saúde.





26 outubro, 2011

HEPATITE B



O vírus da Hepatite B é um dos principais agentes etiológicos das hepatites agudas e crônicas e está também relacionado com o desenvolvimento de cirrose e carcinoma hepático.

→ Vigilância Epidemiológica (VE)

A notificação deve ser estendido como apenas uma ação no processo de vigilância.
O rastreamento da fonte de infecção relacionada a cada caso é primordial na implantação de medidas de prevenção e controle adequado.



→ Atendimento das Hepatites Virais no SUS

A rede de assistência às hepatites virais no SUS está dividida em três níveis:
• Atenção Básica
• Média Complexidade
• Alta Complexidade

Atenção Básica:

Centro de Testagem e Aconselhamento, Unidade Básica de Saúde, Programa Saúde da Família
Tem a competência de promoção à saúde; prevenção; triagem sorológica; acompanhamento de pacientes.
Atendimento das Hepatites Virais no SUS

Média Complexidade:

Assistência Ambulatorial e Hospitalar.
Competência da realização de exames confirmatórios; biópsia hepática; definição da necessidade de tratamento; tratamento e manejo clínico de pacientes.

Alta Complexidade:

Assistência Ambulatorial e Hospitalar.
Competência de todas as atividades descritas para o nível II para a população da sua área de abrangência.; Protocolos de pesquisa; Acompanhamento de pacientes em situações especiais; como casos em falha terapêutica.

→ Transmissão

- A transmissão do vírus da hepatite B (HBV) se faz por via parenteral, através da via sexual, sendo considerada uma doença sexualmente transmissível.
- Pode também, ser transmitida pela pele e mucos, relações sexuais desprotegidas e por via parenteral, através do compartilhamento de agulhas e seringas, tatuagens, piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos, etcs.
- Os líquidos orgânicos, tais como, sêmen, secreção vaginal e leite materno, também podem conter o vírus e constituir-se fonte de infecção.
- Transmissão vertical, de mãe para filho.
- As infecções causadas pela HBV são habitualmente anictéricas (apenas 30% apresentam icterícia)

→ Suspeita Clínica

• Sintomático ictérico
Apresenta icterícia, sintomas como febre, mal estar, náuseas, vômitos etc.
• Sintomático anictérico
Não apresenta icterícia, apresenta um ou mais sintomas como febre e mal estar.
• Assintomático
Indivíduo exposto a uma fonte de infecção bem documentada (transfusão de sangue, procedimentos cirúrgicos, etcs)

→ Diagnóstico Clínico

Teste sorológico, é compreendido entre a exposição a uma fonte de infecção e o aparecimento de um marcador sorológico.

Testes sorológicos : 30 a 60 dias
Testes de biologia molecular25 dias


→ Exames para VHB

HEPATITE B - HBeAg
HEPATITE B - HBsAg
HEPATITE B - Anti - HBc IgM
HEPATITE B - Anti - HBc total
HEPATITE B - Anti - HBe
HEPATITE B - Anti - HBs
HEPATITE B - Detecção por PCR
HEPATITE B - Genotipagem
HEPATITE B - Quantificação por PCR
HEPATITE B - Quantitativo + Genotipagem


→ Hepatite B Aguda

• HBsAg
É o primeiro marcador que aparece no curso da infecção HBV. Na hepatite aguda, ele declina a níveis indectáveis em até 24 horas.
• Anti-HBc IgM
É marcador de infecção recente, encontrado no soro até 32 semanas após a infecção.
• Anti-HBc Total
É marcador presente nas infecções agudas pela presença de IgM e crônicas pela presença de IgG. Representa Contato prévio com o vírus
• HBeAg
É marcador de replicação viral. Sua positividade indica alta infecciosidade.
• Anti-Hbe
Surge após o desaparecimento do HBeAg, indica o fim da fase replicativa.
• Anti-Hbs
É o único Ac que confere com imunidade ao HBV. Está presente no soro após o desaparecimento do HBsAg, sendo indicador de cura e imunidade. Está presente isoladamente em pessoas vacinadas.


→ Hepatite B Crônica

• HBsAg
Sua presença por mais de 24 semanas é indicativa de Hepatite Crônica.
• HBeAg
Na infecção crônica está presente enquanto ocorrer alta replicação viral.
• Anti-Hbe
Sua presença sugere redução ou ausência de replicação viral, exceto nas cepas com mutação pré-core (Não produtoras da proteína ‘’e’’).

→ HEPATITE B - Quantitativo+Genotipagem

Embora existam diversos marcadores sorológicos extremamente úteis, em muitas situações é importante a detecção do DNA viral e a quantificação da carga viral. Alguns mutantes do VHB podem apresentar modificações importantes no AgHBs e no AgHBe, fazendo com que não sejam mais detectados por métodos imunológicos. Nestes casos, apenas a detecção do DNA pode identificar a presença da partícula viral circulante. Este método tem como objetivo detectar a presença de mutações específicas nos domínios B e C da DNA polimerase viral. A presença dessas mutações M1550V, M550I e L 526M leva o paciente a ficar resistente a essas drogas. Este teste também é conhecido como resistência genotípica do VHB aos inibidores da DNA polimerase viral, sequenciamento da DNA polimerase do VHB ou pesquisa de mutação YMDD.

→ Interpretação dos resultados sorológicos

Perfis sorológicos, atípicos podem ser encontrados no curso da infecção pelo HBV, tais circunstâncias necessitam da avaliação de um especialista (Hepatologista ou infectologista).
Com o passar do tempo, o Anti-Hbs pode estar em níveis indectáveis pelos testes sorológicos.

→ Exame de Biologia Molecular

Os testes são utilizados para detectar a presença do ácido nucléico do vírus. Podem ser qualitativos (presença ou ausência do vírus), quantitativos (indicam carga viral) ou de genotipagem (indicam o genótipo do vírus)

Interpretação:
• Suspeita de cepas com mutações pré-core do HBV, mediante pressão imunológica.
• Suspeita de cepas com mutações YMDD, no curso da terapia antiviral.
• Monitoramento terapêutico.

→ Vacina HBV

• Disponível para menores de um ano de idade, e crianças entre um e 19 anos de idade.
• Para todas as faixas etárias somente em casos ‘especiais’.
• Vítimas de abuso sexual
• Ac idente com material biológico (vacinar em até 24hrs após o acidente).
• Profissionais de saúde
• Doadores de sangue

→ Vacina HBV

• A imunização da hepatite B é realiza em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
• Após a administração da vacina, induz imunidade em 90% e 95% dos casos.
• Algumas Populações, como imunocomprometidos, portadores de insuficiência renal em programas de hemodiálise e alguns bêbes prematuros devem fazer uso de esquemas especiais.





Fonte: Ministério da Saúde;