Mostrando postagens com marcador Farmacologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Farmacologia. Mostrar todas as postagens

13 novembro, 2009

Psicotrópicos e seus efeitos no SNC

» ANTICOLINÉRGICOS

O principal anticolinérgico utilizado é o triexifenidil, um medicamento comercializado com o nome Artane®(usado para o mal de Parkinson). Porém, também existem plantas como o lírio (trombeteira, zabumba, saia-branca), que eram muito usadas na década de 80, na forma de chá (NOTO et al., 1997).

Efeitos no SNC

Essas substâncias bloqueiam os efeitos da acetilcolina, um neurotransmissor que atua no sistema colinérgico e, por esse motivo, são denominadas anticolinérgicas. Os anticolinérgicos, tanto de origem vegetal como os sintetizados no laboratório, quando em doses elevadas, atuam principalmente produzindo delírios e alucinações. São comuns as descrições pelas pessoas intoxicadas de se sentirem perseguidas, de verem pessoas, bichos etc. Esses delírios e alucinações dependem bastante da personalidade da pessoa e de sua condição. Assim, os usuários dessas drogas descrevem visões de santos, animais, estrelas, fantasma, entre outras imagens. Os efeitos são bastante intensos, podendo demorar até 2-3 dias. Apesar disso, o uso de medicamentos anticolinérgicos (com controle médico) é muito útil no tratamento de algumas doenças como, por exemplo, a do mal de Parkinson.

» BENZODIAZEPÍNICOS

São medicamentos que têm a propriedade de atuar quase que exclusivamente sobre a ansiedade e tensão, sendo, por esse motivo, denominados ansiolíticos. Os benzodiazepínicos estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo, inclusive no Brasil. Estes têm nomes químicos que terminam geralmente pelo sufixo pam (diazepam, flunitrazepam, lorazepam etc.). Por outro lado, essas substâncias são comercializadas pelos laboratórios farmacêuticos com diferentes nomes de "fantasia", existindo assim dezenas de remédios com nomes diferentes: Valium®, Dienpax®, Lorax®, Somalium® etc. O benzodiazepínico mais usado pelos meninos em situação de rua, especialmente do Nordeste, é o flunitrazepam (Rohypnol®) (NAPPO & CARLINI, 1993; NOTO et al., 1997).

Efeitos no SNC

Os benzodiazepínicos atuam no sistema de neurotransmissão gabaérgico, facilitando a ação do GABA. Como esse neurotransmissor é inibitório, essas drogas acentuam os processos inibitórios do SNC, provocando um efeito depressor. Dessa forma, a pessoa fica mais tranqüila, sonolenta e relaxada.

Os ansiolíticos produzem uma depressão da atividade do nosso SNC que se caracteriza por:

1. Diminuição de ansiedade;
2. Indução de sono;
3. Relaxamento muscular;
4. Redução do estado de alerta.

É importante notar que esses efeitos dos ansiolíticos benzodiazepínicos são grandemente aumentados pelo álcool, e a mistura de álcool com essas drogas pode levar uma pessoa ao estado de coma. Além desses efeitos principais, os ansiolíticos dificultam os processos de aprendizagem e memória, o que é, evidentemente, bastante prejudicial para as pessoas que habitualmente utilizam essas drogas.

» COCAÍNA, CRACK E MERLA

A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta que ocorre exclusivamente na América do Sul: a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadú, este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal - o do cloridrato de cocaína, "pó", "farinha", "neve" ou "branquinha" que é solúvel em água e, portanto, serve para ser aspirado ("cafungado") ou dissolvido em água para uso endovenoso ("pelos canos") - ou sob a forma de uma base - o crack, que é pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em "cachimbos".

Ainda sob a forma base, a merla ("mela", "mel" ou "melado"), preparada de forma diferente do crack, também é fumada. Enquanto o crack ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foi a cidade vítima da merla.

Por apresentar um aspecto de "pedra" ou de "pasta", tanto o crack quanto a merla não podem ser aspirados nem injetados. Por outro lado, para passarem do estado sólido ao de vapor quando aquecidos, o crack e a merla necessitam de uma temperatura relativamente baixa (95°C) ao passo que o "pó" necessita de 195°C. Por esse motivo, o crack e a merla podem ser fumados e o "pó" não. Há ainda a pasta de coca, que é um produto grosseiro, obtido das primeiras fases de separação da cocaína das folhas da planta quando estas são tratadas com álcali, solvente orgânico como querosene ou gasolina e ácido sulfúrico. Essa pasta contém muitas impurezas tóxicas e é fumada em cigarros chamados "basukos" (NAPPO, 1996).

Efeitos no SNC

A cocaína acentua a ação principalmente da dopamina e da noradrenalina. Como esses neurotransmissores são excitatórios, o resultado da ação da cocaína é a estimulação do SNC, produzindo euforia, ansiedade, estado de alerta etc.
Tanto o crack como a merla também são cocaína, portanto, todos os efeitos provocados pela cocaína também ocorrem com o crack e a merla. Porém, a via de uso dessas duas formas (via pulmonar, já que ambas são fumadas) faz toda a diferença do crack e da merla com o "pó". Assim que o crack e a merla são fumados, alcançam o pulmão, que é um órgão intensivamente vascularizado e com grande superfície, levando a uma absorção instantânea.

Através do pulmão, cai quase imediatamente na circulação cerebral, chegando rapidamente ao SNC. Com isso, pela via pulmonar, o crack e a merla "encurtam" o caminho para chegar no SNC, aparecendo os efeitos da cocaína muito mais rápido do que por outras vias. Em 10 a 15 segundos, os primeiros efeitos já ocorrem, enquanto os efeitos após cheirar o "pó" acontecem após 10 a 15 minutos e, após a injeção, em 3 a 5 minutos. Essa característica faz do crack uma droga "poderosa" do ponto de vista do usuário, já que o prazer acontece quase que instantaneamente após uma "pipada".


Porém a duração dos efeitos do crack é muito rápida. Em média dura em torno de 5 minutos, enquanto após injetar ou cheirar, em torno de 20 e 45 minutos respectivamente. Essa pouca duração dos efeitos faz com que o usuário volte a utilizar a droga com mais freqüência que as outras vias (praticamente de 5 em 5 minutos), levando-o à dependência muito mais rapidamente que os usuários da cocaína por outras vias (nasal, endovenosa).

Logo após a "pipada", o usuário sente uma sensação de grande prazer, intensa euforia e poder. É tão agradável que, logo após o desaparecimento desse efeito (e isso ocorre muito rapidamente, em 5 minutos), ele volta a usar a droga, fazendo isso inúmeras vezes até acabar todo o estoque que possui ou o dinheiro para consegui-lo. A essa compulsão para utilizar a droga repetidamente dá-se o nome popular de "fissura" que é uma vontade incontrolável de sentir os efeitos de "prazer" que a droga provoca. A "fissura" no caso do crack e da merla é avassaladora, já que os efeitos da droga são muito rápidos e intensos.

Além desse "prazer" indescritível, que muitos comparam a um orgasmo, o crack e a merla também provocam um estado de excitação, hiperatividade, insônia, perda de sensação do cansaço, falta de apetite. Este último efeito é muito característico do usuário de crack e merla.

Em menos de mês, ele perde muito peso (8 a 10kg) e, num tempo um pouco maior de uso, ele perde todas as noções básicas de higiene. Além disso, o craquero e o usuário de merla perdem de forma muito marcante o interesse sexual. Após o uso intenso e repetitivo, o usuário experimenta sensações muito desagradáveis como cansaço e intensa depressão (NAPPO, 1996; NAPPO et al., 1996).

» SOLVENTES OU INALANTES

Um número enorme de produtos comerciais contém solventes como esmaltes, colas, tintas, thinners, propelentes, gasolina, removedores, vernizes etc. Esses produtos contêm substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarbonetos, tais como o tolueno, xilol, n-hexana, acetato de etila, tricloroetileno etc., que são responsáveis pelo efeito psicotrópico.

Efeitos no SNC

O mecanismo de ação dos solventes é muito complexo e, por esse motivo, ainda não totalmente esclarecido. Alguns autores consideram a ação dessas substâncias como inespecífica, atuando nas membranas de todos os neurônios.

Por outro lado, outros autores consideram que os solventes atuam em alguns sistemas de neurotransmissão específicos. Nesse caso, a fase estimulante seria reflexo da ação nos sistemas de neurotransmissão dopaminérgico e noradrenérgico, enquanto a fase depressora seria resultado da ação nos sistemas gabaérgico e glutamatérgico.


O início dos efeitos, após a aspiração, é bastante rápido - de segundos a minutos no máximo - e em 15-40 minutos já desaparecem; assim o usuário repete as aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo.

De acordo com o aparecimento dos efeitos após inalação de solventes, eles foram divididos em quatro fases:


• Primeira fase: é a chamada fase de excitação e é a desejada, pois a pessoa fica eufórica, aparentemente excitada, ocorrendo tonturas e perturbações auditivas e visuais.
• Segunda fase: a depressão do SNC começa a predominar, com a pessoa ficando em confusão, desorientada, voz meio pastosa, visão embaçada, perda do autocontrole, dor de cabeça, palidez; a pessoa começa a ver ou ouvir, coisas.
• Terceira fase: a depressão se aprofunda com redução acentuada do alerta, incoordenação ocular (a pessoa não consegue mais fixar os olhos nos objetos), incoordenação motora com marcha vacilante, a fala "enrolada", reflexos deprimidos; já pode ocorrer evidentes processos alucinatórios.
• Quarta fase: depressão tardia, que pode chegar à inconsciência, queda da pressão, sonhos estranhos, podendo ainda a pessoa apresentar surtos de convulsões ("ataques"). Essa fase ocorre com freqüência entre aqueles ‘’cheiradores’’ que usam saco plástico e após um certo tempo já não conseguem afastá-lo do nariz, e assim a intoxicação torna-se muito perigosa, podendo mesmo levar ao coma e morte.

Finalmente, sabe-se que a aspiração repetida, crônica, dos solventes pode levar a destruição de neurônios (as células cerebrais), causando lesões irreversíveis do SNC. Além disso, pessoas que usam solventes cronicamente apresentam-se apáticas, têm dificuldade de concentração e déficit de memória.

» TABACO

O tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância chamada nicotina. O tabaco pode ser fumado na forma de cigarros, charutos ou cachimbos.

Efeitos no SNC

Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatar que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular.

Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.

Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura (desejo incontrolável por cigarro), irritabilidade, agitação, prisão de ventre, dificuldade de concentração, sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semanas. A tolerância e a síndrome de abstinência são alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso de tabaco.

Fonte: Revista IMESC nº 3, 2001. pp. 9-35.


08 outubro, 2009

Exames para detectar drogas – Maconha, anfetaminas e morfina

O material mais usado para verificar a presença destas substâncias no organismo humano é a urina, mas cabelo também pode ser usado e sangue.

Exame de Urina As drogas são geralmente destruídas (metabolizadas) pelo fígado e eliminadas pela urina. A análise de amostras de urina podem detectar o uso de maconha e de cocaína em períodos mais longos.

Exame de Sangue é uma pesquisa direta da droga, pois possibilita apenas verificar o uso recente de substâncias (algumas horas). Este exame é realizado em centros especializados.



Anfetaminas

A determinação generalista das anfetaminas, que na verdade são as drogas: anfetamina e a metanfetamina, estimulantes do sistema nervoso central. Por volta de 79% desta droga é excretada em 24 horas na urina (ácida), e 45% em urinas (alcalinas). Os resultados dos testes de triagem se tornam positivos depois de 2 horas da ingestão do produto anfetamina ou metanfetamina, onde é detectado a D-anfetamina, indicando desta forma que a pessoa fez uso desta substância nas 24 a 48 horas anteriores.

Para fazer o exame é usado urina coletada recentemente, monitorado por um representante legal do laboratório que irá realizar a dosagem, depois deve ser refrigerada até o momento da realização do teste. Testes específicos: (CH-MS, HPLC)

Maconha

Neste caso a substância pesquisada e a 11-nor-9-carboxi-delta-9-THC é o elemento presente na planta Cannabis sativa está presente em drogas de abuso como maconha e haxixe. Pode ser detectado após 4 a 6 horas de uso, e continua positivo para esta substância durante 7 a 10 dias depois de ter usado eventualmente ou 1 a 6 meses em usuários crônicos.

O material coletado é a urina, que deve ser refrigerada até o momento do exame.
Opiáceos.

Morfina

Substância é detectada durante o exame de urina, podendo ser encontrado neste líquido biológico após 3 horas depois do uso e mantém-se positivo durante 1 a 2 dias.

O procedimento para coleta de urina segue a mesma recomendação das dosagens anteriores, a amostra deve ser refigerada depois de coletado e a coleta deve ser acompanhada por um profissional do laboratório que irá realizar o exame na amostra.

Duração da Detectabilidade das Drogas de Abuso na Urina:
Substância Duração da Detectabilidade
Anfetamina 48 horas
Metanfetamina 48 horas
Barbitúricos:
Ação curta 24 horas
Ação Intermediária De 48 a 72 horas
Ação Prolongada 7 dias ou mais
Benzodiazepínicos 3 dias (dose terapêutica)
Metabólitos da Cocaína De 2 a 3 dias
Metadona 3 dias aproximadamente
Codeína / Morfina 48 horas
Canabinóides (maconha): 3 dias
Uso Único 4 dias
Uso Moderado 10 dias
Uso Intenso (diário) 10 dias
Uso Crônico de 21 a 27 dias
Metaquoalona 7 dias ou mais
Feniciclidina (PCP) 8 dias aproximadamente

11 agosto, 2009

Introdução à Farmacologia; História e Conceitos Fundamentais


Definição e História da Farmacologia.

A palavra farmacologia etnologicamente se origina da palavra Pharmakon, do grego
que quer dizer droga, fármaco ou medicamento, mais logos que significa estudo.

De uma
maneira genérica e bastante simplificada poderíamos conceituar farmacologia de diversas formas, como se segue:

Estudo da interação dos compostos químicos com os organismos vivos;
Ciência experimental que lida com as propriedades das drogas e seus efeitos nos sistemas vivos;
Ciência que estuda as alterações provocadas no organismo pelas drogas ou
medicamentos.

Podemos ainda definir a Farmacologia como o estudo do modo pelo qual a função dos sistemas orgânicos é afetada pelos agentes químicos. A farmacologia foi reconhecida como ciência na segunda metade do século XIX, onde os princípios científicos passaram a serem considerados no estabelecimento das práticas terapêuticas. No entanto, desde as civilizações mais antigas, remédios baseados em ervas ou outros produtos naturais de origem vegetal, animal ou mineral eram amplamente utilizados para combater as diversas enfermidades que acometiam o homem e os animais domésticos, que com ele conviviam.

Até o século XIX, a terapêutica era pouco influenciada pela ciência. Alguns cientistas importantes contribuíram para a farmacologia, dentre eles podemos citar o patologista alemão Rudolf Virchow, que comentou o fato da seguinte forma: “A terapêutica é um estágio empírico apreciado por clínicos e médicos práticos, e é através da combinação com a fisiologia que precisa ascender para ser uma ciência, o que ela não é nos dias de hoje”.



A Farmacologia pode ser vista como uma vasta área do conhecimento científico e nas suas diferentes abordagens pode se subdividir em cerca de seis áreas principais.

• As diferentes áreas da farmacologia são as seguintes:

a) Farmacodinâmica: (do grego dýnamis = força) Estuda o mecanismo de ação dos fármacos, as teorias e conceitos relativos ao receptor farmacológico, a interação droga-receptor, bem como os mecanismos moleculares relativos ao acoplamento entre a interação da droga com o tecido alvo e o efeito farmacológico;

b) Farmacocinética: (do grego knetós = móvel) Estuda o caminho percorrido pelomedicamento no organismo. A farmacocinética corresponde às fases de absorção, distribuição e eliminação (biotransformação e excreção) das drogas. Através da farmacocinética se consegue estabelecer relações entre a dose e as mudanças de concentração das drogas nos diversos tecidos em função do tempo;

c) Farmacotécnica: Estuda o preparo, a manipulação e a conservação dos medicamentos, visando conseguir melhor aproveitamento dos seus efeitos benéficos no organismo;

d) Farmacognosia: (do grego gnósis = conhecimento) Cuida da obtenção, identificação e isolamento de princípios ativos a partir de produtos naturais de origem animal, vegetal ou mineral, passiveis de uso terapêutico;

e) Farmacoterapêutica: Refere-se ao uso de medicamentos para o tratamento das enfermidades, enquanto o termo terapêutico é mais abrangente, envolvendo não só o uso de medicamentos, como também outros meios para a prevenção, diagnóstico e tratamento das enfermidades. Esses meios envolvem cirurgia, radiação e outros;

f) Imunofarmacologia: Área relativamente nova que tem se desenvolvido muito nos anos graças à possibilidade de se interferir, através do uso de drogas, na realização dos transplantes e de se utilizar com fins terapêuticos substâncias normalmente participantes da resposta imunológica. Além disso, se verifica uma grande inter-relação entre farmacologia e imunologia quando se considera o desenvolvimento cada vez maior de drogas capazes de interferir com as diversas fases do processo inflamatório.


• A Toxicologia é uma ciência muito próxima da farmacologia e alguns autores a considerarem como parte desta última pelo fato de haver sobreposição de interesses e técnicas entre elas. A Toxicologia estuda os agentes tóxicos, sendo que estes podem ser quaisquer substâncias químicas ou agentes físicos capazes de produzir efeitos nocivos a organismo vivo. Vale ressaltar que o interesse da toxicologia esta voltada para os efeitos nocivos dos diversos agentes.


Alguns Conceitos e Termos Mais Usados em Farmacologia:

• Droga:
Qualquer substância química, exceto aquelas que servem como alimento,
capaz de produzir efeito farmacológico em um organismo ou tecido vivo. Vale ressaltar que as drogas não criam funções no organismo, mas simplesmente as alteram. Os efeitos provocados pelas drogas podem ser tanto benéficos quanto maléficos.

• Remédio: (re = inteiramente mais mederi = curar). Remédio é uma palavra normalmente usada pelo leigo como sinônimo de medicamento ou especialidade farmacêutica. Portanto, remédio pode ser tudo aquilo que cura ou evita as enfermidades.

Tóxico ou veneno: Por tóxico ou veneno compreende-se uma droga ou uma
preparação com drogas que produz efeito farmacológico maléfico.

Iatrogenia ou Iatrogênese: Quando um medicamento é administrado a um indivíduo provoca uma lesão ou uma doença de forma não intencional.
Exemplo:
- Por administração excessiva do medicamento;
- Por hipersensibilidade do indivíduo que recebe o medicamento.

Terapêutica: Pode ser definida como a aplicação clínica da farmacologia, ou seja,como administrar determinado medicamento para tratamento e/ou prevenção de doenças.


Dica de Download: Farmacologia Geral