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20 julho, 2011

ASCUS e AGUS



→ Nomenclatura


Células Escamosas Átipicas de Significado Indeterminado (ASC-US)
correspondem às atipias de significado indeterminado em células escamosas
(ASCUS) e em células glandulares (AGUS).
Representam de 4 a 6% do total dos esfregaços (2 a 3 vezes a frequência de SIL).

→ ASCUS

Hoje é expresso como ASC-US, indicando a presença de atipias de células escamosas de significado não determinado, com forte possibilidade de as alterações vistas serem de origem reacional, não neoplásica.

Tem uma definição negativa. Estas alterações citológicas são sugestivas de lesão intra-epitelial escamosa, mas são quantitativamente ou qualitativamente insuficientes para uma interpretação definitiva.

Quando há uma inflamação, específica (como infecção por Trichomonas vaginalis) ou não, que permita explicar a presença de atipia celular, a categoria ASC-US não deverá ser utilizada.

Suas alterações são sugetivas tanto de LSIL (Lesão intra-epitelial Escamosa de Baixo Grau) como de SIL (Lesão intra-epitelial escamosa) de grau indeterminado.
Apesar de a maioria das interpretações de ASC-US serem sugestivas de LSIL, o qualificador ‘significado indeterminado’ é preferível porque aproximadamente 10 a 20% das mulheres portadoras de ASC-US apresenta um NIC2 ou NIC3 subjacente.

→ DIU

A inserção de DIU em nulíparas (Mulheres sem filhos) precipita infertilidade primária facilitando a ascensão de infecções endocervicais não pesquisadas previamente

→ ASCUS

Incidem em mulheres jovens, com queixas clínicas corriqueiras e apresentam correlação colposcópica positiva. Nestes casos o acompanhamento citológico se faz imprescindível para esclarecimento de lesão intra-epitelial escamosa subjacente ou subseqüente.

*Atipias de Células Escamosas de Significado Indeterminado (ASCUS) ¾ Estudo de 208 Casos - Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.22 no.3 Rio de Janeiro Apr. 2000

→ Estimativa

Espera-se que o ASC-US ocorra em mais de 90% das interpretações ASC (Células escamosas atípicas) na maioria dos laboratórios

→ Morfologia

Os núcleos são aproximadamente 2,5 a 3 vezes o tamanho da área do núcleo de uma célula escamosa normal intermediária. Proporção núcleo e citoplasma ligeiramente aumentada (N/C). Hipercromasia nuclear mínima e irregularidade na distribuição da cromatina ou da forma nuclear. Anormalidades nucleares associadas a citoplasma orangeofílico denso (‘paraceratose atípica’ - O leve aumento nuclear e a leve à moderada irregularidade da membrana nuclear)

*Binucleação e ampliação nuclear leve em algumas células





*Critérios Citomorfológicos: Células com halos perinuclear sugestivos de HPV associados alterações celulares.
*Notas Explicativas: Células com compensação citoplasmática central; achados sugerem LSIL glicogenação (HPV efeito).
*Exame Anterior: Biópsias do colo uterino e curetagem endocervical seis meses atrás, mostrou cervicite crônica e metaplásia escamosa



→ Alterações Celulares Reativas Associadas ao DIU

Pode haver células glandulares isoladamente ou em grupos. A quantidade do citoplasma é variável, e frequentemente o núcleo é deslocado por grandes vacúolos, criando um aspecto em anel de sinete. É com frequência, evidente uma degeneração nuclear. Células epiteliais isoladas ocasionais com aumento do tamanho nuclear e alta proporção N/C pode estar presente. Nucléolos podem ser ostensivos. Calcificações semelhantes a corpos psamomatosos estão variavalmente presentes.


**Actinomyces

→ AGUS x ASC-H

A classificação AGUS foi abandonada, devendo as eventuais alterações em células glandulares serem descritas como observações. Tais observações deverão fazer referência não só a alterações glandulares como a outras, relevantes para um diagnóstico preciso e que responda o que interessa ao profissional que solicitou o exame.

Adicionou-se o ASC-H, que descreve células escamosas com atipias de significado também não determinado, mas não afastando a possibilidade de lesões de alto grau

→ ASC-H

Células escamosas atípicas que não permitem excluir uma lesão de alto grau. Representam menos de 10% das ASC (Células Escamosas Atípicas).
Nova qualificação de ASC, para individualizar as atipias citológicas das células escamosas que são sugestivas de HSIL. Ou seja, faltam critérios necessários para um diagnóstico definitivo. Estes casos estão associados a um maior risco de lesões intra-epiteliais, mais frequentemente a NIC 2 e a NIC 3, do que os esfregaços de ASC-US

→ Morfologia

Os critérios morfológicos para ASC-H são mais variados e compreendem padrões de metaplasia escamosa atípica imatura, nos quais as células são isoladas ou em pequenos fragmentos de menos de dez células e possuem o mesmo tamanho das célula metaplásicas, com núcleo 1,5-2,5 vezes maior que o normal, além de possuírem grande relação núcleo/citoplasma assim como na citologia HSIL.




*Critérios Citomorfologia:
As células imaturas têm alto número de Núcleos por células em relações aos citoplasmas e contornos nucleares irregulares.
*Notas Explicativas:
Essas células podem ser vistos em atrofia, mas o diferencial inclui uma lesão de alto grau. Repita amostragem seguindo um curso de estrogênio podem esclarecer os resultados.





10 novembro, 2010

Sistema Bethesda


» Mudança em relação ao Sistema Bethesda à classificação de Papanicolaou e Richart

1- Do ponto de vista citológico: O laudo passa a ser descritivo informando sobre celularidade flora, presença de elementos representativos da junção escamo-colunar (JEC).

2- Incorpora o conceito de adequação do material, ou seja, se é representativo da junção escamo-colunar (local onde está presente a maioria das lesões do colo uterino); bem como se existe alguma limitação para a análise com a presença de exsudato granulocítico, eritrocitário, citólise importante, etc.

3- Informa sobre o padrão Hormonal.


4- Reclassifica as lesões do colo uterino que ainda não infiltraram o estroma conjuntivo ou seja, não romperam a membrana basal invadindo o estroma, como a seguir:
Dentro da categoria classe III de Papanicolaou, Richart introduziu o conceito de neoplasia intraepitelial cervical graduando-a por sua vez em graus I, II e III, que corresponderiam histologicamente às displasias de grau leve, moderado e grave respectivamente.

As chamadas Neoplasia Intraepiteliais Cervicais de Grau I (NIC I) passaram a ser chamadas de Lesões Intraepiteliais Escamosas de Baixo Grau (Low Grade Intraepitelial Lesion - LSIL), que respondem pela grande maioria das lesões.
As NIC II e NIC III foram agrupadas no grupo das Lesões Intraepiteliais Escamosas de Alto Grau (High Grade Intraepitelial Lesion HGSIL).

Foram também criados os grupos que representam categorias onde não se pode com certeza classificar a amostra examinada em um diagnóstico específico, podendo se tratar de alterações reacionis ou neoplásicas. Após algumas revisões, foram estabelecidos: Atipical Squamous Cels Undeterminated Significant - AS-CUS, Atipical Squamous Cels Cannot excelude HSIL ASC-H e AGC (Atipical Glandular Cells ).



» Sistema de Bethesda, utilização e motivos que levaram estas mudanças

1-O nome Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) classifica como Neoplasia uma entidade que, na maioria das vezes, notadamente no grau I (NIC I ou Displasia Leve), regride espontaneamente, ou seja, sem um tratamento específico. Portanto não se trata de uma verdadeira neoplasia que não deveria regredir, trata-se de uma lesão do colo uterino.

2-Com o advento da Biologia Molecular e particularmente da Técnica de PCR, demonstrou-se claramente que mais de 90 % das Lesões Intraepiteliais Escamosas de Baixo Grau (LSIL) estão associadas à presença de um dos subtipos do Papiloma Vírus Humano (HPV) e que talvez os 10% restantes das amostras em que não se observa o vírus, poderiam conter subtipos não detectados pela técnica (por exemplo, vírus que apresentem deleção do gene L1, utilizado como marcador para sua detecção).

Portanto quase todas as lesões verdadeiras estão associadas ao HPV independente do grau em que se encontram do ponto de vista citológico/histológico, e o subtipo viral é uma ferramenta que auxilia ginecologistas e patologistas principalmente para definição de casos cujo diagnóstico ainda não foi concluído ou em que haja discrepância entre os exames citológico, colposcópico e anátomo-patológico e como marcador de doença residual.



Fonte: Citocamp


27 setembro, 2009

Papanicolaou (Citologia Oncótica)


Papanicolaou- Método de coloração para amostras de tecido, particularmente difundido por sua utilização na detecção precoce do câncer ( alterações nas células) de colo uterino. O colo do útero é a parte mais baixa do útero que o liga à vagina.

Outros nomes para o exame de Papanicolaou são Citologia Oncótica ou Preventivo.



Coleta Papanicolaou
Função do exame

Verifica alterações nas células cervicais. Estas alterações que podem ser detectadas são chamadas de displasia( Desenvolvimento ou crescimento anormal de um tecido ou órgão) cervical e podem se transformar em câncer se não forem descobertas e tratadas.


O Papanicolaou também pode detectar infecções viróticas no colo do útero, como por exemplo verrugas genitais e herpes, e infecções vaginais tais como as causadas por fungos ou por trichonomas. Algumas vezes, o teste pode dar informações sobre seus hormônios, principalmente progesterona e estrogênio.



As mulheres, principalmente as sexualmente ativas, deveriam se submeter a um exame preventivo no mínimo uma vez por ano. O médico recomendará a freqüência com que o exame será feito baseado nos seus fatores de risco para desenvolver câncer cervical.






Existe uma chance crescente de desenvolver câncer cervical:


- Se ao fazer algum exame de Papanicolaou perceber alterações.
- Iniciou a vida sexual muito cedo.
- Teve ou tem muitos parceiros sexuais.
- Você ou seu parceiro têm tido infecções genitais.
- Teve câncer de vulva ou vagina.
- A parceira anterior do seu atual parceiro teve câncer cervical ou anomalias nas células cervicais.
- Seu parceiro teve câncer de pênis.
- É fumante.
- Sua mãe tomou o hormônio dietilstelbestrol (DES) enquanto grávida de você.
- Seu sistema imunológico for fraco, porque você já foi submetido a transplante, ou porque você toma drogas que enfraqueçam o sistema imunológico ou porque tem AIDS.

Após os 65 anos, seu médico poderá não mais pedir o exame de citologia caso os anteriores tiverem sido normais. No entanto, um exame físico anual continua sendo importante por outras razões de saúde, inclusive para tornar possível o descobrimento de um câncer de mama e de vulva, ainda em fase inicial.

Precauções antes da coleta

Não use ducha ou cremes vaginais durante os dois dias anteriores ao exame, nem mantenha relação sexual dentro das 24 horas anteriores, pois isto pode causar resultados incorretos.

Como ocorre a coleta do Papanicolaou

O Papanicolaou demora poucos minutos e é feito como parte de um exame ginecológico de rotina. Quando estiver deitada , com os joelhos dobrados e as pernas afastadas, o seu médico introduzirá um espéculo na sua vagina. Este aparelho permite a abertura das paredes da vagina para que o médico possa ver o colo do útero. Então, ele utiliza um cotonete especial, uma escovinha ou uma palheta para, esfregando, remover algumas células do colo do útero, as quais serão mandadas a um laboratório para serem analisadas microscopicamente.

Após o exame

Ocorrerá uma análise do material coletado, se as células se mostrarem normais, não será necessário nenhum tratamento. O exame citológico deverá mostrar se tem alguma infecção. Seu médico deverá tratar você desta infecção e sugerir que outro preventivo seja feito em alguns meses. Se as células não se apresentarem normais, poderão ser necessários mais exames.

Benefícios do exame

O Papanicolaou pode detectar doenças pré-cancerígenas e, se estas doenças são descobertas a tempo, há uma grande chance de o desenvolvimento do câncer ser combatido através de um tratamento simples. Este exame também é utilizado para detectar alguns tipos de infecção no colo do útero e na vagina.