Conhecido como enófilo, aquele que é o amante da arte e do consumo do vinho, ou até mesmo a pessoa que tem o hÁbito tomar sempre um ótimo vinho onde nos oferecem uma variedade sem par de sabores, perfumes e aromas, firmes ou suaves, que brincam e dançam no nosso paladar, acompanhando banquetes ou refeições. Hoje em dia existem vários clubes de vinhos, até mesmo no Brasil e a cada dia vem aumentando os apreciadores de vinho.
Até hoje muitas pessoas se perguntam, será que vinho faz bem ? Sim, ele realmente faz bem. Mas não é porque faz bem, você deve embebedar-se achando que tomar uma maior quantidade vai estar mais saudável. Dizem os estudiosos que uma taça de vinho diário é o necessário para estar estimulando os Flavonóides (substância presente no vinho, que apesar de possuir álcool não altera as suas propriedadees benéficas).Vamos entender mais sobre os Flavonóides por parte ciêntifica.
Estrutura Química: Flavonóide
→ Flavonóides Antioxidantes
Entre os antioxidantes presentes nos vegetais, os mais ativos e frequentemente encontrados são os compostos fenólicos, tais como os flavonóides. As propriedades benéficas desses compostos podem ser atribuídas à sua capacidade de sequestrar os radicais livres (Decker, 1997). Os compostos fenólicos mais estudados são: o ácido caféico, o ácido gálico e o ácido elágico. Esses compostos de considerável importância na dieta podem inibir o processo de peroxidação lipídica (Hartman & Shankel, 1990; Halliwell et al., 1995).
O ácido elágico, encontrado principalmente na uva, morango e nozes, tem sido efetivo na prevenção do desenvolvimento do câncer induzido pelas substâncias do cigarro (Castonguay et al., 1990).
A curcumina, um composto fenólico usado como corante de alimentos, é um antioxidante natural derivado da cúrcuma (Curcuma longa) que tem sido extensivamente investigado. A curcumina seqüestra os radicais livres e inibe a peroxidação lipídica, agindo na proteção celular das macromoléculas celulares, incluindo o DNA, dos danos oxidativos (Kunchandy & Rao, 1990; Subramanian et al., 1994).
Os compostos fenólicos podem inibir os processos da oxidação em certos sistemas, mas isso não significa que eles possam proteger as células e os tecidos de todos os tipos de danos oxidativos. Esses compostos podem apresentar atividade pró-oxidante em determinadas condições (Decker, 1997).
Existe na literatura muita controvérsia sobre o mecanismo de ação dos flavonóides. Os flavonóides atuam como antioxidantes na inativação dos radicais livres, em ambos os compartimentos celulares lipofílico e hidrofílico. Esses compostos têm a capacidade de doar átomos de hidrogênio e portanto, inibir as reações em cadeia provocadas pelos radicais livres (Hartman & Shankel, 1990; Arora et al., 1998). Os flavonóides mais investigados são: a quercetina, a miricetina, a rutina e a naringenina (Hartman & Shankel, 1990).
A quercetina está presente nas frutas e vegetais, e é o flavonóide mais abundante encontrado no vinho tinto. Entretanto, esse antioxidante pode reagir com ferro e tornar-se um pró-oxidante (Gaspar et al., 1993).
Os flavonóides miricetina, quercetina e rutina foram mais efetivos do que a vitamina C na inibição dos danos oxidativos induzidos pelo H2O2 no DNA de linfócitos humanos (Noroozi et al., 1998).
(-)-epicatequina e rutina apresentaram atividade antioxidante sobre o OH· superior ao antioxidante manitol, um conhecido seqüestrador de radicais hidroxila (Hanasaki et al., 1994).
Outros flavonóides naturais, (-)-epicatequina e (-)-epigalocatequina, com propriedades antioxidantes e inibidores do processo de carcinogênese, são encontrados no chá verde e em menores concentrações no chá preto (Rice-evans et al., 1995; Mukherjee et al., 1997).
Knekt et al. (1997) encontraram uma relação inversa entre o consumo de flavonóides na dieta e o desenvolvimento de tumores em indivíduos na faixa etária de 50 anos e não-fumantes. Os autores observaram que entre as muitas fontes de flavonóides da dieta, o consumo de maçãs apresentou os melhores resultados na prevenção do desenvolvimento de tumores no pulmão.
→ Flavonóides no Organismo Humano
São capazes de atuar como protetores do funcionamento do fígado, possuem atividade antialérgica e auxiliam no controle da osteoporose. É descrita no meio científico, inclusive a função antitumoral dos flavonóides, auxiliando no controle e impedindo o surgimento de determinados tipos de cânceres. Além disso, outros estudos comprovaram que esses metabólitos possuem atividades antibacteriana e antifúngica, e podem ainda auxiliar no tratamento da Leishmaniose e da Doença de Chagas.
Estudos divulgados recentemente demonstraram que os flavonóides possuem papel importante no controle do câncer do pulmão, do fígado, dos rins e da mama. Pesquisas têm demonstrado que a genisteína e a daidzeína, flavonóides presentes na soja, apresentam efeito anti-cancerígeno.
Em populações que consomem dietas ricas em soja e seus derivados, é possível observar uma menor incidência de determinados tipos de câncer (cólon, mama e próstata, principalmente) quando comparadas com populações que não consomem esses alimentos. Acredita-se que a suplementação da dieta com certos produtos da soja, que têm mostrado suprimir a carcinogênese em animais, poderia reduzir as taxas de mortalidade por câncer em seres humanos.
Até hoje muitas pessoas se perguntam, será que vinho faz bem ? Sim, ele realmente faz bem. Mas não é porque faz bem, você deve embebedar-se achando que tomar uma maior quantidade vai estar mais saudável. Dizem os estudiosos que uma taça de vinho diário é o necessário para estar estimulando os Flavonóides (substância presente no vinho, que apesar de possuir álcool não altera as suas propriedadees benéficas).Vamos entender mais sobre os Flavonóides por parte ciêntifica.
Estrutura Química: Flavonóide
→ Flavonóides Antioxidantes
Entre os antioxidantes presentes nos vegetais, os mais ativos e frequentemente encontrados são os compostos fenólicos, tais como os flavonóides. As propriedades benéficas desses compostos podem ser atribuídas à sua capacidade de sequestrar os radicais livres (Decker, 1997). Os compostos fenólicos mais estudados são: o ácido caféico, o ácido gálico e o ácido elágico. Esses compostos de considerável importância na dieta podem inibir o processo de peroxidação lipídica (Hartman & Shankel, 1990; Halliwell et al., 1995).
O ácido elágico, encontrado principalmente na uva, morango e nozes, tem sido efetivo na prevenção do desenvolvimento do câncer induzido pelas substâncias do cigarro (Castonguay et al., 1990).
A curcumina, um composto fenólico usado como corante de alimentos, é um antioxidante natural derivado da cúrcuma (Curcuma longa) que tem sido extensivamente investigado. A curcumina seqüestra os radicais livres e inibe a peroxidação lipídica, agindo na proteção celular das macromoléculas celulares, incluindo o DNA, dos danos oxidativos (Kunchandy & Rao, 1990; Subramanian et al., 1994).
Os compostos fenólicos podem inibir os processos da oxidação em certos sistemas, mas isso não significa que eles possam proteger as células e os tecidos de todos os tipos de danos oxidativos. Esses compostos podem apresentar atividade pró-oxidante em determinadas condições (Decker, 1997).
Existe na literatura muita controvérsia sobre o mecanismo de ação dos flavonóides. Os flavonóides atuam como antioxidantes na inativação dos radicais livres, em ambos os compartimentos celulares lipofílico e hidrofílico. Esses compostos têm a capacidade de doar átomos de hidrogênio e portanto, inibir as reações em cadeia provocadas pelos radicais livres (Hartman & Shankel, 1990; Arora et al., 1998). Os flavonóides mais investigados são: a quercetina, a miricetina, a rutina e a naringenina (Hartman & Shankel, 1990).
A quercetina está presente nas frutas e vegetais, e é o flavonóide mais abundante encontrado no vinho tinto. Entretanto, esse antioxidante pode reagir com ferro e tornar-se um pró-oxidante (Gaspar et al., 1993).
Os flavonóides miricetina, quercetina e rutina foram mais efetivos do que a vitamina C na inibição dos danos oxidativos induzidos pelo H2O2 no DNA de linfócitos humanos (Noroozi et al., 1998).
(-)-epicatequina e rutina apresentaram atividade antioxidante sobre o OH· superior ao antioxidante manitol, um conhecido seqüestrador de radicais hidroxila (Hanasaki et al., 1994).
Outros flavonóides naturais, (-)-epicatequina e (-)-epigalocatequina, com propriedades antioxidantes e inibidores do processo de carcinogênese, são encontrados no chá verde e em menores concentrações no chá preto (Rice-evans et al., 1995; Mukherjee et al., 1997).
Knekt et al. (1997) encontraram uma relação inversa entre o consumo de flavonóides na dieta e o desenvolvimento de tumores em indivíduos na faixa etária de 50 anos e não-fumantes. Os autores observaram que entre as muitas fontes de flavonóides da dieta, o consumo de maçãs apresentou os melhores resultados na prevenção do desenvolvimento de tumores no pulmão.
→ Flavonóides no Organismo Humano
São capazes de atuar como protetores do funcionamento do fígado, possuem atividade antialérgica e auxiliam no controle da osteoporose. É descrita no meio científico, inclusive a função antitumoral dos flavonóides, auxiliando no controle e impedindo o surgimento de determinados tipos de cânceres. Além disso, outros estudos comprovaram que esses metabólitos possuem atividades antibacteriana e antifúngica, e podem ainda auxiliar no tratamento da Leishmaniose e da Doença de Chagas.
Estudos divulgados recentemente demonstraram que os flavonóides possuem papel importante no controle do câncer do pulmão, do fígado, dos rins e da mama. Pesquisas têm demonstrado que a genisteína e a daidzeína, flavonóides presentes na soja, apresentam efeito anti-cancerígeno.
Em populações que consomem dietas ricas em soja e seus derivados, é possível observar uma menor incidência de determinados tipos de câncer (cólon, mama e próstata, principalmente) quando comparadas com populações que não consomem esses alimentos. Acredita-se que a suplementação da dieta com certos produtos da soja, que têm mostrado suprimir a carcinogênese em animais, poderia reduzir as taxas de mortalidade por câncer em seres humanos.
Fonte:
FLAVONÓIDES: UM POTENTE AGENTE TERAPÊUTICO - FISA/FUNCESI
Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta (Revista de Nutrição - Scielo)



Biomedicina

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